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quarta-feira, janeiro 21, 2009

A herança de Walker Bush e o contágio do ridículo

Bush desandou, por fim, como era desejo de grande parte da população mundial e americana. Um presidência eivada de erros, equívocos, abusos de poder e tensões. Um homem sem grandes conhecimentos ou rasgo, pouco inteligente, que deve o cargo ao apelido, e que acaba por ser um bom exemplo do oposto da meritocracia, tão contrário ao espírito americano. Deixou-se guiar por todos quanto o rodeavam, nomeadamente o grupo neoconservador e alguns oportunistas de sempre, como Rumsfeld e Cheney. Não deixará saudades. Sai com uma crise financeira e económica gravíssima, o seu projecto do Iraque numa incógnita, o Afeganistão mais inseguro do que nunca e o prestígio americano americano abalado por Guantánamos, Abu Grahibs e outras vilezas. O maior pecado de Bush será mesmo a forma incrível como desperdiçou todo o capital de simpatia que os EUA recolheram no 11 de Setembro. Tal coktail de inabilidade, falta de visão e incúria é quase uma proeza.

Bush terá sido também o maior alvo de sátiras nos últimos anos. Mas a sátira, quando exagerada, acaba por se tornar tão ridícula quanto o seu objecto. Nisto se inclui a plataforma Bush Bye Bye Party. Se a ideia, abstractamente colocada, tinha a sua piada, com alguns spots imaginativos (como a festinha do casal chinês, humor negro corrosivo), já as mil e tal festas sugeridas, devidamente localizadas e realizadas um pouco por todo o mundo caiem na mesma patetice que se vê em Bush. Se há uma organização global para comemorar por toda a parte a saída (anunciada) do último inquilino da Casa Branca, então que se fará quando um Mugabe, um Kim il Sung (e respectiva prole) e Than Shwe caírem do poder?

terça-feira, dezembro 16, 2008

O sapato e o correctivo

O episódio do sapato atirado por um jornalista a Bush, no Iraque, provocou risos a uns e indignação a outros. Confesso: estou entre os primeiros, coisa que provavelmente faz de mim um perigoso extremista de esquerda, segundo alguns. Antes isso que um tiros ou uma bomba, coisas muito mais em voga naquelas paragens.

Ficou-se a saber também que atirar calçado é de uma gravidade extrema, não comparável a invadir um país baseado em pressupostos falsos e aí provocar um caos letal, pois que o Iraque é agora "um país muito melhor".

Mas pensam que o jornalista se ficou a rir? Nem pensar. Levou um correctivo que é para aprender a respeitar o pai da democracia iraquiana. Assim é que é!