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quinta-feira, junho 04, 2009

O Espaço de Vital


No cartaz da JS de que falei há dias houve um pormenor de que na altura não me dei conta, e que passou ao lado de todos, a começar pelos seus autores: o slogan "A Europa é Vital". Sabendo que o cabeça de lista do PS é federalista, esta frase é muito infeliz. É que recorda outro modelo europeu de federação muito em voga nos anos 30 e 40, o do Espaço Vital, o Lebensraum alemão, que motivou a expansão do 3º Reich e a 2ª Grande Guerra. O trocadilho acaba por ser inevitável. Por sorte, o slogan e o nome Vital não são de nenhum candidato de outro partido, senão ainda tínhamos o "Professor Doutor de Coimbra", que muito tem falado de "roubalheiras", a tecer acusações de nazismo e fascismo. No fundo, nada que ele não tenha já feito de forma mais velada.

quarta-feira, março 04, 2009


O Graça Moura do PS

Alguém disse certo dia, com propriedade, que Vital Moreira era o Vasco Graça Moura do PS. O ex-presidente da Comissão para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses era (e é) um vulto intelectual respeitado, formalmente independente, mas mais laranja que qualquer PSD com cartão de militante e invocação de Sá Carneiro pronta a lançar. Para ele, o governo de Cavaco Silva era o paraíso terrestre, o PSD o melhor partido possível e os seus adversários uns sicários do pior, merecedores de todo o desprezo. A certa altura, o PSD convidou-o o tomar parte num dos primeiros lugares numa lista ao Parlamento Europeu, onde se mantém.

Da mesmo forma, para Vital Moreira, constitucionalista e professor em Coimbra, o governo não é merecedor da menor crítica, e ai de quem ousar contrariar o rumo do Primeiro-Ministro, a quem defende arduamente nas páginas do Público. Embora não seja filiado no PS (depois de uns bons anos no PCP), representa bem o socratismo do momento: "moderno" q.b. nos costumes, acrescentando anda umas pitadas de anticlericalismo militante, e "flexível" dentro do necessário na economia. Tanta disposição e habilidade na defesa indefensável de todas as medidas do Governo merecia uma recompensa. Encabeçar a lista para as europeias de Junho é maneira do PS lhe agradecer tantos e tão prestimosos serviços. Embora o "cosmopolistimos" apregoado pelo partido não lhe assente muito bem. Lá irá Estrasburgo receber este lídimo exemplar da retórica da academia coimbrã.











segunda-feira, outubro 01, 2007

A obsessão de Vital Moreira

A propósito de uma benzedura de José Sócrates, Vital Moreira voltou a falar no assunto que lhe ocupa 80% das suas colunas de opinião: a defesa da "laicidade" do Estado, ou a capa do seu anti-clericalismo e anti-cristianismo mal disfarçado. As referências ao "país religiosamente plural" mostram que não percebeu, ou finge não perceber, que o país é cultural, religiosa e socialmente católico, e que a sua vontade era eliminar todos esses traços. E quando diz que "a exibição de símbolos de identificação religiosa, em hospitais, prisões e outras instituições, não constitui somente uma violação do princípio da separação mas também, e sobretudo, uma falta de respeito para com os outros crentes de outras religiões e os não-crentes" está nitidamente a criar uma proibição onde ela não existe nem na Constituição (de que certamente julga ser intérprete único) nem na Concordata. A Separação entre a Igreja e o Estado não obriga as entidades públicas a realizarem os seus actos hostilizando as confissões religiosas, mas apenas não deixando que os seus actos não sofram a sua interferência. E veja-se o grotesco que é proibir a um doente ou a um preso de levar um crucifixo para a cama ou para a prisão. Por aqui se prova a verdadeira intenção de Vital Moreira, cujo espírito jacobino, à mistura com os resquícios do PCP (onde militava quando aprovou a CRP) de empurrar as igrejas para as sacristias e afins. Aliás, gostava de perguntar ao Lente de Coimbra o que é que as crenças têm de tão mau que as ideologias políticas não têm.
Ah, e claro, não acaba sem a sacro-laica "falta de respeito para com crentes de outras religiões e não-crentes". No Natal, vermos Vital e outros apaniguados saudosistas da República Velha a falar nas manifestações da quadra como "ofensas a pessoas de outras religiões". Pessoas essas que não só não se sentem ofendidos - nunca se queixaram, aliás - como ainda reclamam contra os Vitais Moreiras que se apropriam indevidamente da sua Fé para fazer mera propaganda anti-católica, e por arrasto, anti-religião.