
quarta-feira, agosto 15, 2007

sexta-feira, agosto 10, 2007
O Belenenses perdeu com o Real Madrid por 1-0, no torneio Teresa Herrera. Tendo em conta a diferença de meios económicos e humanos entre o clube da Cruz de Cristo e o colosso espanhol - apenas o maior clube do mundo - o resultado parece ser lisonjeiro. Acontece que o golo surgiu no último minuto, por via de um peru monumental do guarda-redes Marco. No resto do jogo, o Belém teve as melhores oportunidades, falhando algumas com uma displicência arrepiante.
Ocorreu-me isto depois de ouvir as palavras de novo treinador madridista, Bernd Schuster: segundo o técnico alemão, o Belenenses limitou-se a defender, a fazer um ou outro contra-ataque, e o Real facilmente poderia ter resolvido o jogo, se tivesse querido.
Compreende-se: Schuster, muito bom jogador nos anos oitenta, tinha, e parece que ainda tem, uma falta de estofo psicológico incrível. Quando o Barcelona, onde jogou, perdeu a final da Taça dos Campeões em Sevilha, em 1986, contra o Steaua de Bucareste, teve um trauma tal que nunca mais jogou da mesma forma. Agora, depois de ter treinado o Getafe, acaba de ser contratado pelo Real para ser técnico principal, em lugar de Fabio Capello, que até se sagrou campeão. Colocar este tipo irritante, que usa desculpas esfarrapadas para justificar os maus resultados da equipa, como treinador do Real Madrid, em substituição de um dos melhores do mundo, para mais campeão, mau grado os seus caprichos e resmungos, é um tiro no pé como raramente se vê. Infelizmente não dou nada pelo Real do próximo ano. Mas pelo menos haverá a suprema possibilidade de se ver o Princípio de Peter magnamente aplicado.
domingo, agosto 05, 2007
E para os interessados, também achei ridículas as caricaturas de Maomé naquele jornal dinamarquês. Não as reacções com incitamentos à morte, nem às pilhagens subsequentes; mas os ofendidos podem sempre recorrer aos meios judiciais. Há muito que assim é, mas parece que a admiração vem de agora. Como se a liberdade de expressão não violasse igualmente outros valores tutelados pelo direito; é essa a máxima prova de que não é ilimitada e absoluta.
Por acaso já ocorreu um caso parecido com o dos dois realizadores desaparecidos nos últimos dias. Lembro-me de alguém, em inícios de 2003, desejar que Gregory Peck e Katharine Hepburn continuassem entre nós, para provar que eram realmente imortais. Pois em Junho desse ano morreram os dois, com 15 dias de intervalo. Não é a mesma coisa que acontecer tudo num dia, mas parece demonstrar que há épocas especiais de luto por grupos de personalidades, e raramente por uma só. Uma estranha escolha de épocas a dedo divino, é o que parece ser.
quarta-feira, agosto 01, 2007
segunda-feira, julho 30, 2007
Diz o roto ao nu
Madeira: PSD critica "linguagem trauliteira" de Santos Silva contra Marques Mendes
Morreu o último Rei do Afeganistão, Mohammed Zahir Shah, aos 92 anos. Conservava apenas o título honorífico de "Pai da Pátria", atribuído por Karzai e pela Loya Jirga. Shah, da etnia pashtun, educado em França e falando persa como língua materna, reinou durante 40 anos no Afeganistão, na altura um país arcaico e pobre, mas bem mais pacífico do que hoje, local exótico por excelência e ponto de passagem para psicadélicos.
Com a sua queda, sobreveio o caos: governos ditatoriais, regimes marxistas, a invasão soviética e a penosa guerra que durou 9 anos, uma república islâmica, os Talibans e o seu "emirado" de trevas, e a invasão das forças internacionais, com o periclitante governo de Cabul. Só aí velho Rei pôde enfim voltar ao seu país, sem que contudo tivesse havido uma solução como no Cambodja.
No Expresso desta semana, José Cutileiro falava no pacífico reinado de Zahir Shah. Não se referiu a contudo um episódio que se passou há uns 15 anos, através do qual ouvi falar pela primeira vez do Rei. No seu exílio em Roma, Shah recebeu um dia a visita de um pretenso jornalista português, que o pretendia entrevistar. No fim da entrevista, apresentou-lhe um punhal, supostamente uma prenda, e tentou matar o ex-soberano. Quase por milagre, a cigarreira que Zahir Shah trazia no bolso interior do casaco aparou o golpe. Os guardas acabaram por acorrer, alertados pelo barulho de luta. O "jornalista" era Paulo José de Almeida Santos, que se convertera ao Islão anos antes, com o nome de Abdullah Yusuf, visitara o Paquistão e Afeganistão e os seus campos de treino e se envolvera com os radicais muçulmanos que formariam mais tarde a Al-Qaeda. O assassinato do Rei era a missão de que estava incumbido por ordem do próprio Osama Bin Laden.
Zahir Shah sobreviveu a essa tentativa de assassinato, a golpes de estado e a alguns acidentes domésticos nos últimos anos, e depois do seu longo exílio acabou os seus dias em Cabul, no palácio presidencial, com as honras do soberano que fora.
quinta-feira, julho 26, 2007

quarta-feira, julho 25, 2007
Ainda outra coisa relacionada com as eleições da CML (o hiato entre artigos leva-me a estes atrasos) e que demonstra bem o declínio do CDS-PP: já se sabe que de todos os líderes do partido, só restam Portas, Ribeiro e Castro e Adriano Moreira - e estes últimos retirados. Dos candidatos que o CDS já apresentou à Câmara de Lisboa, só já lá está Portas e Telmo (não sei quem candidataram em 1976). Abecassis, à frente da edilidade durante os anos oitenta, já morreu; Pedro Feist e Maria José nogueira Pinto desvincularam-se e até apoiaram outros candidatos; Marcelo Rebelo de Sousa e Ferreira do Amaral, que chefiaram mini-ADs, são do PSD. Por aqui se vê a enorme sangria daquele partido e se percebe o porquê da diminuição da sua base eleitoral, sobretudo a nível local.
sexta-feira, julho 20, 2007
segunda-feira, julho 16, 2007
Vencedores: Costa, de forma pírrica; Carmona e Roseta, com poucos meios, tiveram quase 30% dos votos. Garcia Pereira, que com 1,6% dos votos ficou bastante À frente dos outros "pequenos", o que demonstra bem o quanto é conhecido.
Perdedores: Negrão e o PSD de Marques Mendes, acima de tudo; Portas e Telmo; Manuel monteiro, uma vez mais votado à indiferença; quase todos os restantes pequenos partidos.
Normais: Sá Fernandes e Rúben de Carvalho.
Conclusões:
- com um lampejo de sol, as pessoas marimbam-se para os votos e a "classe política".
- O PSD perde aquela que tinha sido uma das principais bóias dos últimos anos: a câmara de Lisboa. Menezes & Cª já devem amolar as facas.
- Confirma-se que a estratégia da reconquista do CDS à bruta e o "novo pragmatismo" de Portas não convencem quase ninguém (tal como Telmo). que teria acontecido se Ribeiro e Castro e Nogueira Pinto tivessem ficado?
- Ser "independente" é só por si uma fórmula que atrai votos.
- Usar a artilharia toda e arrebanhar gente de todos os quadrantes para conquistar a CML com menos de 30% dos votos pode ser considerado um objectivo alcançado, mas dá a ideia queos últimos tempos têm desgastado o PS, que terá enormes dificuldades para pôr a câmara em ordem.
- Que maiorias para Lisboa?Por muito que lhes custe, o PS e Carmona estão obrigados a entender-se. Juntos conseguem a maioria absoluta, e Carmona terá aqui a oportunidade de dar uma outra imagem na câmara. Conta igualmente com Pedro Feist (outro ex-candidato do CDS), alguém com experiência e com um mínimo de sentido municipal.
terça-feira, julho 10, 2007
Não voto em Lisboa. Não dei toda a minha atenção à situação que levou à queda da edilidade da capital e à convocação de eleições antecipadas, nem às confusões para a marcação da data. A escolha dos candidatos pareceu-me mais interessante (sobretudo porque são muitos), e alguns planos também. A campanha tem sido morna, talvez por causa da falta de paciência dos lisboetas para votos.
Quase não vi o debate entre os 12 candidatos, que de resto me pareceu mais justo do que a 7, sem exclusões, por isso deixo aqui a impressão que já tinha de cada um.
António Costa é um candidato forte graças ao seu peso no PS e no Governo, e ao facto de ser conhecido do público. Teve como única experiÊncia autárquica a candidatura (e derrota) à câmara de Loures, em 1993, em que ficou conhecido pela rábula do burro e do Ferrari. Não se lhe conheciam anteriormente ideias para Lisboa, pelo que dá toda a impressão de se estar a fazer ao célebre "lugar-trampolim". até porque dificilmente não ganhará.
Fernando Negrão: uma segunda escolha, talvez chamado pela seriedade e honestidade por que é conhecido, para contrastar com a obscuridade dos negócios dos últimos anos da CML. Revelou total impreparação para a candidatura. Adivinha-se uma derrota pesada, mas "honrada", como em tempos Macário Correia. Daqui a uns anos chamam-no de novo para Setúbal.
Carmona Rodrigues: podia ter feito uma sólida e prestigiada carreira académica, mas meteu-se nisto, e só por birra ou orgulho ferido é que se candidatou. Pelo que vi, caíria nos mesmos erros, mas reúme surpreendente apoio.
Helena Roseta: como Bastonária do Ordem dos Arquitectos e pela sua anterior experiência na câmara de Cascais, é mais uma experiência para testar se o MIRC consegue segurar os votos de Alegre do que uma candidatura com reais possibilidades de ganhar, o que se vê pela campanha algo miserabilista. Interessante de início, sofreu alguma atabalhoação a certa altura, e tem vindo a perder fulgor.
Ruben de Carvalho: o responsável pela Festa do Avante era o candidato esperado. Serve sobretudo para segurar o eleitorado CDU. Campanha discreta, salvo pelos inúmeros carros de som que percorrem Lisboa a toda a hora.
Telmo Correia: uma escolha do aparelho portista, que como se sabe e o próprio Portas, de quem o candidato é um clone apagado. Como tal, não parece ter ideias próprias e as suas propostas são previsíveis e escassas. Tenta segurar um lugar na vereação, mas arrisca-se a não o conseguir, o que revelaria que o regresso à maluca de Portas e a campanha visando o Governo não dão grandes frutos.
José Sá Fernandes: será útil se permanecer como vereador (coisa que não está garantida), mas cai por vezes no populismo. A campanha do "Zé que faz falta" é sinal disso mesmo. Reúne o apoio de alguns ex-PPMs (do autêntico), por causa da questão dos corredores verdes.
Manuel Monteiro: candidatura para mostrar que o PND "está lá", apesar de viver em Matosinhos. A ideia de trazer o bonceo Manuel Bexiga para Lisboa é despropositada. Não será certamente eleito, mas não seria pior se o ouvissem por vezes.
Garcia Pereira: um candidato experiente (deve ser a 298ª candidatura), praticamente a única cara do MRPP. Conhece os problemas, mas apresenta um megalómano plano do "grande porto, grande aeroporto, grande centro turístico". Ainda mais?
José Pinto Coelho: as ideias para a segurança são minimalistas e não são de grande confiança. A ideia da "Lisboa Branca" é perfeitamente disparatada. Desde quando é que, tirando a arquitectura, Lisboa é uma cidade só de gente branca? Quando era Olissipo?
O deputado Quartin Graça, do MPT, tem pouca visibilidade, tal como o seu partido, no qual até já votei. Falta de meios e ideias que se confundem com as de outros candidatos contribuem para isso.
Gonçalo da Câmara Pereira, do neo-PPM: a candidatura patética por excelência, para dar o toque de humor sempre necessário. Um candidato que diz que quer dar um barquinho à vela a cada criança, que governar a CML é como "governar a casa", e que além disso está confiante na sua maioria absoluta não pode ser levado minimamente a sério.
segunda-feira, julho 09, 2007
Monumentos à parte, começou no Sábado a grande festa anual de Pamplona: a de Sanfermin. Um dos meus velhos sonhos de viagem, é exactamente ir às Sanfermines, mirar os temerários que acompanham a corrida dos touros pelas ruas da cidade, entre o redil e a arena, depois das habituais preces no nicho do santo; estar na praça municiapal, no momento da largada do "Chupinazo" que dá início às festividades, entre milhares de "pamploneses e pamplonesas" e de muitos estrangeiros, atraídos a Navarra pela "bíblia" do evento, Fiesta, de Hemingway; e experimentar eu próprio, depois do estudo prudente da coisa, correr à ilharga dos touros, de camisa branca e faixa vermelha à cintura, entre todos os loucos ou destemidos que entre os animais fazem prova da sua bravura num ritual com séculos.
Acompanhei o espectáculo das "Novas Sete Maravilhas do Mundo" e das "7 Maravilhas de Portugal" pela televisão, e não posso deixar de dizer quea coisa correu bastante bem quanto à organização e à festa propriamente dita. Já sobre as escolhas a coisa fia mais fino. No segundo grupo, quem não conhecer Portugal fica com a ideia de que o que interessa visitar a nível monumental está concentrado em apenas dois distritos do centro, com uma ilha identitária mais a Norte. O Castelo de Guimarães percebe-se apenas por motivos simbólicos, até porque se trata sobretudo de uma reconstrução. Entre a Batalha e Alcobaça, preferia que tivesse ganho apenas um, muito embora tenham histórias e estilos arquitectónicos diversos. Óbidos não merece mais do que Marvão ou Monsaraz, e em Belém haver duas escolhas é excessivo. Podiam ter apostado no conjunto manuelino. E assim ficaram de fora as minhas escolhas, que incluíam por motivos pessoais, o Palácio de Mateus e a Igreja de São Francisco.
Já quanto à Maravilhas do Mundo propriamente ditas, não fiquei também muito convencido. O Cristo Redentor? Só se explica mesmo por campanha dos brasileiros, senão bem podiam pôr o Cristo Rei de Almada. Se ainda fosse o Rio de Janeiro por inteiro...
Chichen Itzá também deverá a sua escolha por igual campanha. Vamos crer que é uma homenagem às velhas pirâmides de Gizé. não duvido da monumentalidade de Petra, mas não estava à espera desta. Até se aceita. Assim como a Grande muralha, o Taj Mahal e Machu Picchu (embora a ideia de atraír mais turistas à cidade andina, a ser verdade, seja insensata). O coliseu é o representante da Europa (já repararam que a América do sul tem três?) Os romanos legaram afinal uma "Maravilha do Mundo Moderno" sem provavelmente terem imaginado que mereceria tal galardão.
Fiquei com pena que outros não tivessem sido os contemplados. Em lugar do Redentor, a Estátua da Liberdade (porquê os assobios, Santo Deus?) seria mais apropriada, até porque, altiva e com o facho resplandescente, recorda outra Maravilha da Antiguidade, o Colosso de Rodes. O Potala, em Lhassa, nem sequer entrava como candidato. Mas a minha maior tristeza é que não tenha sido eleito um outro símbolo da antiguidade, marco da civilização ocidental e muito querido cá neste blogue, além de esticamente impressionante, não obstante o passar do tempo e as vilanias de que viu alvo. Isso mesmo: a Acrópole.
Como prémio de consolação, o evento realizou-se num recinto majestoso, que dada a sua monumentalidade e toda a carga gloriosa de que se reveste, poderá ficar a ser considerado, por inerência, como a oitava maravilha.
quarta-feira, julho 04, 2007



domingo, julho 01, 2007
George Clooney está em todas. Depois de Nespresso man, vimo-lo como novo Martini Man (num anúncio que de tão repetido já chateia), trocando uma beldade - Zetta Jones? - e um iate por um caixote de Martinis. Mais dois anúncios com a Martini se preparam, mais animados e mexidos, sendo que um parece ser a continuação do outro. No Martini, no party, é a frase deordem, que promete encafuar-se na memória.
sábado, junho 30, 2007
pouco depois de entrar em Downing Street, convidou os Oasis, ídolos da época (que como ele sofreram uma queda progressiva) a tomar um copo.
domingo, junho 24, 2007
Já perdi muitos S. Joões na vida: ou por qualquer razão não estava no Porto, ou tinha sempre exames no dia 25. Era sem dúvida a minha grande trsiteza. A grande festa portuense, a mais popular das comemorações, as boas vindas ao Verão, com manjericos, sardinhas e martelos a ajudar, nunca deixou de ser a minha preferida. Natal e Páscoa são festas de família, não ligo ao Carnaval, e os anos são como calhar. Mas o S. João não, Quando podia festejar era fantástico, e raras eram as vezes em que não voltava já com dia pleno.
Mas este ano, curiosamente, quase não saí. Tenho trabalho na semana que vem, é certo, mas nada que me tirasse a noite de Sábado. Mas o sono acumulado e as escassas combinações que tinha ventilado acabaram por falar mais alto. Limitei-me a dar uma volta a pé pela Avenida, a olhar os balões luminosos confundindo-se com as estrelas, a ver os grupos de foliões a passar, com a música de Abrunhosa na Casa da Música e o arraial do Meridien como músicas de fundo. Ainda entrevi os clarões do fogo de artifício, antes de regressar a casa. E por aí se ficou o S. João 2007.
Recordei a mesma noite, noutros anos: os carroceis do Passeio Alegre, o fogo da ponte e as dezenas de barcos no Douro, os bailaricos populares entre a Ribeira e a Cantareira, com paragens em Miragaia e no Ouro, as praias da Foz ao alvorecer, os arraiais em Nevogilde, no largo Garcia da Orta ou na Praça Afonso V, as festinhas na Foz velha, entre a rua da Cerca e do Alto Vila, o regresso estafad a casa, sempre a pé, já com dia (mas nem sempre com sol, que a orvalhada Às vezes prega partidas), etc. Nunca estive, confesso, na Baixa, nas Fontaninhas ou em S. Lázaro neste noite. Mas ubíquo era Santo antónio. O mais estranho é que este ano estive na festa do originalmente conhecido como Fernando Bulhões, em Lisboa, e provavelmente irei também ao S. Pedro. Única falha dos Santos Populares: o santo baptista e rapioqueiro, o mais querido da minha cidade, do qual até tenho o nome. Num ano em que poderia fazer o pleno, faltam-me elementos de comparação.
O pior é que andando entre Lisboa e Porto, não sei quando voltarei a gozar condignamente o S. João. Espero que o mais breve possível. Voltar Às memórias festivas é viagem que se deve fazer sempre que possível, enquanto os anos e o ânimo o permitir. E, quem sabe, passar nas Fontaínhas e na Batalha sob a protecção da cascata Sanjoanina, entre matrecos e martelinhos.
quinta-feira, junho 21, 2007
Haverá, volto ao princípio, uma imensidão de coisas a dizer. Uma delas, para já, é que se prova, no fim de contas, que Sócrates e a srª drª DREN Margarida Moreira são personagens feitos da mesma massa: gente burra a quem alguém não deu chá em criancinha
segunda-feira, junho 18, 2007
Há uns anos, o Inimigo Público, como sempre sarcástico, punha no seu caderno uma notícia anunciando que o BE iria apoiar os "Noivos de Santo António", a versão gay dos noivinhos abençoados pelo santo milagreiro, de forma a atraír votos para as Europeias desse ano. Lembro-me de ler aquilo em cojunto com alguns colegas de trabalho e de nos desatarmos a rir com a imaginação dos autores.
Mas parece que a realidade resolveu pregar uma partida aos incautos e copiar mais uma vez a ficção humorística : sim, Ana Sara Brito, da candidatura de António Costa à CML, quer levar os casamentos gays para o Salão Nobre da Câmara, numa versão civil dos tradicionais casamentos de Santo António. Parece piada mas não é.
Dá-me ideia que o PS se tinha comprometido a não aprovar tais legislações pelo menos durante esta legislatura. Vem agora a candidatura do partido governamental defender exactamente o contrário e ainda promover a sua realização em claro desafio burlesco às festividades juninas.
Não sei se a proposta partiu dos planos iniciais ou se não passou de uma ideia peregrina de Ana Sara Brito para tentar apanhar os votos da "comunidade LGTB" e afastar definitivamente Sá Fernandes da vereação. A candidata diz que sim, que a ideia parte de toda a candidatura, e que "seria bom se os casamentos fossem no Salão Nobre".
Além do próprio ridículo da ideia, seria bom perguntar à candidatura de António Costa se lançou isso cá para fora por eventualmente estar a ser preparada uma lei que regule essa matéria e que legalize os casamentos homossexuais em Portugal. O nº 2 do Governo até há um mês atrás está com certeza ciente dessa matéria. A menos que seja uma pressão de um grupo no sentido de obter esse mesmo resultado. Vai dar ao mesmo. Podiam era dizer logo ao que vinham e não se ficar pelas atoardas.
Também me parece que o Salão Nobre da CML não está normalmente aberto a casamentos civis comuns - heterossexuais, entenda-se. Assim sendo, teremos uma situação em que prevalecerá o factor gay como condição para usufruír desse espaço, normalmente reservado a cerimónias solenes e de importância acrescida. Lá se vai o argumento de que a "comunidade LGTB" não tem os mesmo direitos e é discriminada.
Finalmente: será que quem teve esta iluminada ideia não tem noção do ridículo? Casamentos gays de Santo António no salão Nobre da Câmara? Vale tudo para ganhar meia dúzia de votos ou o disparate pegado consagra-se definitivamente como "proposta eleitoral"? O Inimigo Público deve é ser o novo oráculo da nação.
sexta-feira, junho 15, 2007

terça-feira, junho 12, 2007
Bilhetinho a Gisele Bundchen
Gisele, umas das mulheres mais idolatradas do Brasil, referiu que as leis da Igreja estão ultrapassadas e que foram feitas numa altura em que era esperado que as mulheres fossem virgens.
«Hoje em dia ninguém é virgem quando casa. Mostre-me uma pessoa que o seja!», disse a modelo ao jornal.
Inquirida acerca do aborto, a modelo defendeu que a mulher tem o direito de escolher o que é melhor para ela e incentivou o uso do preservativo
Até quatro meses de gravidez, não existe quase nada. É como um grãozinho.
Quando a igreja fez suas leis, milhões de anos atrás, a mulher era virgem, o cara era virgem... Hoje em dia, ninguém mais casa virgem
segunda-feira, junho 11, 2007
sábado, junho 09, 2007
quinta-feira, junho 07, 2007




Caminha, Maio de 2005: festas do Corpo de Deus
terça-feira, junho 05, 2007
O projecto do metro da Margem Sul do Tejo está já bastante adiantado. E parece até que os custos nem vão ser assim muito altos. Tirando, claro, os de importação de mercadorias, as taxas alfândegárias e os decalitros de água necessários para alimentar o transporte.
(Enviado por e-mail).
domingo, junho 03, 2007
Feira do Livro. A de Lisboa, para já. Com o tempo enfim soalheiro, percorrem-se as barracas, folheiam-se alfarrábios, biografias, ensaios e romances. A partir de certa altura, é impossível deixar de esbarrar com famílias inteiras, com os seus carrinhos de bébé, idosos a pensar onde estão, casais de namorados distraídos, bibliófilos a mirar ao longe uma qualquer nova edição. Mini-esplanadas montadas e tendas vendendo gelados. Fernando Negrão em pré-campanha, na companhia de Vasco Graça Moura, fingindo que estava interessado nos livros (com uma oportuna câmara de televisão atrás). Junto às respectivas editoras, os autores protegem-se do sol ou vão bebendo um café até aparecer um fã. Um senhor da Normandia , que folheava a meu lado, resolveu desabafar comigo em francês, queixando-se que os editores trabalhavam pelas vendas e não pela divulgação dos livros ou pela sua qualidade. Pela terceira vez, alguém me disse que o meu francês tinha sotaque canadiano. Que eu me lembre, os quebecois que conheci na vida foram muito poucos. Acho mesmo que só conheci uma natural da região francófona.
Apetecia-me trazer uma pilha de livros, como Uma História de Guerra, de John Keegan, as Memórias de Raymond Aron, Free World, de Timothy Garton Ash, Crónicas do Recordar, crónicas do agora, de Maria Eduarda (isso depois de uma conversa com a autora), o último volume da História de Portugal, de Veríssimo Serrão (também lá estava), O Desejo de ser Inútil - espécie de grande entrevista biográfica a Hugo Pratt, esse aventureiro tão genuínocomo o marinheiro que criou, A Guerra Civil de Espanha e Paris depois da Guerra, ambos de Anthony Beevor, além de ter folheado o último livro de Maria Filomena Mónica sobre Eça, uma fotobiografia de Spínola, um álbum sobre a Exposição do Mundo Português, alguns volumes da colecção Lisboa Desaparecida, de Marina Tavares Dias, etc. Acabei por trazer apenas Um Espião Comunista em Lisboa, de Ralph Fox. dizem-me que eram escritos do autor, de 1936, morto na Guerra de Espanha, em tempos publicados no Reino Unido, e nunca em Portugal. A ver vamos.
Para a semana, nova ronda, na feira do Porto, no Palácio de Cristal, pela última vez naquele espaço coberto antes de, ao que dizem, regressar à Baixa. Será na Avenida dos Aliados, agora tão despida depois da terraplanagem em granito?
sexta-feira, junho 01, 2007


domingo, maio 27, 2007
quarta-feira, maio 23, 2007

Que nos trará esta noite: Istambul 2005 ou Atenas 94, quando os milaneses, com Maldini também na equipa, goleram o favorito Barcelona por impensáveis 4-0?
terça-feira, maio 22, 2007
Parabéns, Hergé

Há cem anos nascia Georges Prosper Remi, mundialmente conhecido como Hergé. Todos o relembram, mas não é demais fazer a homenagem ao criador de Tintin, Quim e Filipe e Jo, Zette e Jocko. Se só acompanhei artificialmente os segundos e terceiros, já o herói da poupa e das calças de golfe é para mim, desde pequeno, uma companhia indispensável. Nunca me esqueço de que folheava os álbuns na América e em África quando ainda nem sabia ler; a primeva aventura no País dos Sovietes que me ofereceram na minha Profissão de Fé, álbum maldito, a traço grosseiro, nunca reeditado a cores, que me incutiu definitivamente o gosto pela BD; os de pura aventura em terras longínquas ("Les Cigarres du Pharaon", "Le Lotus Bleu", "L ´Oreille Cassée", "L´Affaire Tournesol", "Coke en Stock"), com fugas de Meca, invasões japonesas - a história também entra aqui - golpes de estado em repúblicas das bananas, submarinos no mar vermelho e espiões balcânicos. O universo Tintin é riquíssimo tanto na narrativa, como nas comparações temporais e espaciais da sua época ou na espantosa galeria de personagens.
Parabéns, Hergé!A começar o fim de semana, na Sexta à noite, estreei-me nas lides de um desporto muito popular em Lisboa: o Quiz de Cascata, ali para os lados da Ajuda. Interessante, divertido e instrutivo, embora entre pela madrugada dentro. Ainda por cima, a coisa correu-nos com sucesso evidente e até nos pagaram por isso. A repetir, claro está.
segunda-feira, maio 21, 2007
Fim de semana marcado pelo convívio familiar, almoços ao sol, visitas de nocturnas de museus (que me permitiram enfim colmatar a enorme lacuna de nunca ter visto ao vivo os Paineis de S. Vicente) regresso da chuva e o fim da época futebolística, com Derlei a marcar finalmente um golo que entrou devagar, devagarinho... Num ventos fim de tarde na Luz, valeu isso, o outro golo de Mantorras, e os aplausos do público às geniais jogadas de Rui Costa e de Karagounis (um deve ficar, o outro, infelizmente, é pouco provável), aos golos - o segundo de Mantorras - e à saída de Micolli, que muito dificilmente envergará o Manto Sagrado depois de Maio.
Ao que parece, o Porto ganhou o campeonato. Soube-o porque passei no Marquês de Pombal, em Lisboa, depois do jogo, e vi três carros de cachecol azul em riste, a apitar enquanto continuavam a circular à volta da estátua do Conde de Oeiras. Na televisão, mostraram ainda os adeptos portistas que "enchiam" a dita rotunda e as comemorações nos Aliados, em que bandos de jagunços da conhecida associação que dá pelo nome de Super Dragões se divertiam a espancar-se e a esfaquear-se entre si. Já não é preciso os benfiquistas irem para lá quando ganham títulos: são os próprios que se encarregam de fazer com que o Porto, pelos idos de Maio, se pareça com Karachi.
sábado, maio 19, 2007
quinta-feira, maio 17, 2007

PS: vi agora que o Leixões comemora este ano o seu centenário. Melhor celebração e acontecimento mais feliz não podia haver, certamente. Serviu até para se reactivar para passageiros, e não apenas para mercadorias, a antiga gare de Matosinhos, que esteve por uma tarde ligada ao Oriente.
quarta-feira, maio 16, 2007
É esta a longa carreira do homem que se despediu ontem da presidência, dando lugar a Sarkozy. "L ´escroc", para os inimigos, ou o homem que assumiu a liderança do mito gaullista e que estabeleceu laços entre o ocidente e a África e o Médio Oriente, para os admiradores. O seu principal legado terá mesmo sido esta influência francesa nesses territórios, e a sua larga popularidade, à qual potências como os EUA têm muitas vezes de recorrer. De negativo, fica como símbolo de uma classe política arrivista, burocrática, intriguista e de honestidade duvidosa, à qual se tenta pôr cobro no ciclo que agora se inicia.
segunda-feira, maio 14, 2007
A irrelevância do PCF
quarta-feira, maio 09, 2007
terça-feira, maio 08, 2007
Pensando bem , também temos a nossa Segolène, mas numa família política diferente. Teresa Almeida Garrett (Lucas Pires), jurista, ex-eurodeputada pelo PSD, ex-candidata à câmara municipal de Viana do Castelo. As semelhanças são bem visíveis, e o tailleur, ou costureiro deve seguir o mesmo modelo.
segunda-feira, maio 07, 2007

Sarko, o homem que correu metade da sua vida para chegar a este cargo, lá conseguiu, prometendo "a mudança". Desconfio que o homem que ajudou a incendiar os subúrbios franceses vai desiludir muitos dos seus entusiásticos apoiantes, lá como cá. A ideia do mérito e do trabalho depende mais da sociedade do que das forças políticas que a regem; a emigração ilegal não é coisa que se resolva com a ligeireza que ele assume; a "constituição simplificada" dependerá de outros estados; e a sua ideia velada de um directório não é propriamente animadora aqui para as bandas lusas - embora duvide que qualquer outro líder gaulês não fizesse o mesmo. Depois, as ideias proteccionistas do senhor colidem com muito do propalado liberalismo que anuncia. Contradições. Há vinte anos, Chirac era o campeão do liberalismo em França. Depois de umas breves medidas, tornou-se o defensor dos valores do Gaullismo. A ver vamos se Sarko não retoma a política do General de Colombey, contrariamente ao que apregoa agora.









