sexta-feira, fevereiro 27, 2009
Deixo aqui as minhas apostas de dez actores e actrizes que vão ganhar um Óscar de representação nos próximos dez anos:
- Jonnhy Depp
- Liam Nesson (será Lincoln num filme de Spielberg)
- Matt Damon
- Edward Norton
- Robert Downey Jr
- Josh Brolin
- Leonardo Di Caprio
- George Clooney
- Kevin Bacon
- Jude Law
(Ainda pensei em pôr Christian Bale, mas já tem contrato para interpretar vários super-heróis nos próximos anos, e esses filmes dificilmente arrecadam prémios)
- Cate Blanchett
- Anette Benning
- Julianne Moore
- Angelina Jolie
- Kristin Scott-Thomas
- Judi Dench
- Winona Ryder (o regresso)
- Samantha Morton
- Laura Linney
- Meryl Streep (vai acabar por ganhar por saturação)
Não quer dizer que todos eles e elas arrebanhem os prémios na sua totalidade; mas aposto que pelo menos três de cada lista vão ganhar Óscares, principais ou secundários.
quinta-feira, fevereiro 26, 2009
segunda-feira, fevereiro 23, 2009
domingo, fevereiro 15, 2009
quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Na última convenção, Loução apelou a uma nova economia "socialista e anti-capitalista", o que significa que o discurso pode estar a radicalizar-se. Mas apelou igualmente a alianças como "movimentos de cidadãos", numa clara colagem ao MIC de Alegre e Roseta. À primeira vista parece uma inocente abordagem a independentes, mas numa altura destas, com perspectivas de crescimento nas sondagens, percebe-se a verdadeira ideia: a de ganhar mais votos aqui e ali (Sá Fernandes era outro exemplo, mas já lhes fugiu), a de conseguir o poder com as coligações que precisar, aproveitando o descontentamento e as divisões no PS. No fundo, a ideia de rejuvenescimento político do BE está a esgotar-se, e fica a clara sensação de um partido como os outros, que busca poder. Outra forma de o camuflar é haver um "coordenador" e dizer que não há líderes, como se Louçã não o fosse há anos. Nisso e em muitas outras coisas, parece-se com Paulo Portas. A sede de protagonismo e poder é outra característica, demasiado visível para se mascarar. Pode ser é que quando a situação económica e social, dê o seu tombo, quanto mais não seja por saturação.
terça-feira, fevereiro 10, 2009

Agora, a 10 de Fevereiro de 2009, as sondagens indicam que o Likud de "Bibi" Netanyahu, amputado dos moderados que transitaram para o Kadima e mais radical do que nunca, é o partido favorito para vencer as legislativas de hoje. Segue-se o partido de Tzipi Livni, e em terceiro lugar os nacionalistas ashkenazis do Beiteinu, do ex-segurança Avigor Lieberman. O histórico Partido Trabalhista, fundador de Israel, queda-se no quarto. O pesadelo de um governo Likud-Lieberman é bem real e ameaça trazer ainda mais violência à região. Mas os israelitas sempre foram imprevisíveis nas eleições. Espera-se que esta data não continue a ser sinónimo de viragem para o radicalismo (em ambos os casos religioso) no próximo Oriente.
segunda-feira, fevereiro 09, 2009

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Entre a torrente de filmes que valerá a pena ver, não podia deixar passar o Woody Allen do ano, Vicky Cristina Barcelona, para testemunhar o encontro entre o neurótico realizador novaiorquino e a luz do Mediterrâneo.

Os Homens da Luta, no seu périplo pela América, não se coibiram de participar numa manifestação contra Ahmadinejad. Note-se aos 2:38 as breves palavras que deram a uma TV "hispânica" ou sul-americana, e a partir dos 4:23, Neto discursando perante iranianos atónitos, com um inglês entrecortado com muitos "pás" à mistura, enquanto Falâncio entoa os seus intermináveis e revolucionários "kiriki" de intervenção como música de fundo.
quarta-feira, fevereiro 04, 2009
Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, decidiu condenar Portugal por ter impedido a entrada do chamado "Barco do Aborto"* em porto nacional. Não deixa de ser uma novidade, esta invocação dos direitos humanos para esse tipo de actividades extra-curriculares de uma certa medicina. A ser assim, num futuro bem próximo, veremos o mesmo Tribunal criar um novo tipo de prémio destinado a recompensar a título póstumo, as experiências dos doutores Morell, Mengele e claro está, dos peritos soviéticos na ablação do córtex e do hipotálamo. A bem de um prometedor progresso da humanidade. O pior disto tudo é que fiquei muito ralado, porque ao ser condenada desta forma, a chamada república portuguesa acabou de subir um ponto na minha consideração. Será preocupante?
*Com a experiência que a História nos deu, a bandeira hasteada nesta traineira é um perfeito substituto da Jolly Rogers de outros tempos. Não está mal. É a tradição batava.
terça-feira, fevereiro 03, 2009

sexta-feira, janeiro 30, 2009
segunda-feira, janeiro 26, 2009
Passou-me a data da instauração da Monarquia do Norte, há uma semana. E logo nos noventa anos do dia em que a bandeira com a coroa real flutuou de novo nas varandas do Porto. Repito apenas as palavras que disse há um ano. Um acontecimento importante para o país, que como sempre a comunicação social, por ignorância ou oportunismo, deixou passar, com raríssimas excepções. Mas a culpa será também dos monárquicos, por se esquecerem ou pouco referirem o acontecimento - contra mim falo, como é óbvio. felizmente, houve quem não se esquecesse. Mas o movimento nunca chegou a unir os monárquicos, já que faltava o crucial apoio de D. Manuel II, que sempre recusou que a restauração da monarquia assentasse numa revolta armada. Talvez por isso os republicanos conseguiram virar as coisas a seu favor e através do seu exército civil, a Carbonária, dominar os monárquicos que se acantonaram em Monsanto, Lisboa, para depois voltar a controlar o país por inteiro.

O mais provável é que depois deste quasi esquecimento das semanas em que o Norte do país voltou a aclamar o rei, a 31 de Janeiro se ouçam as habituais hossanas e recordações da revolta republicana de 1890, também no Porto, e dos seus "bravos", como se de uma façanha homérica se tratasse. E no entanto, esta não teve, nem de longe nem de perto, o apoio nem a longevidade da Monarquia do Norte.
Ps: um aditamento precioso e esclarecedor sobre assunto, no Estado Sentido. Para quem quiser conhecer estes acontecimentos com grande pormenor, pode recorrer à obra escrita com conhecimento de causa por Rocha Martins, reeditados em dois tomos, pela Bonecos Rebeldes.
Nem de propósito, um dos melhores filmes em exibição nas salas é Valsa com Bashir, do cineasta israelita Ari Folman. Com um buraco negro no lugar da sua memória de soldado do Tsahal na Guerra do Líbano, em 82, Folman reconstitui-a graças a variados testemunhos, até descobrir que tinha estado presente em Sabra e Shatila, os massacres de palestinianos efectuados pela falange libanesa, onde o Tsahal agiu com oportuna omissão. A revista da memória é simultaneamente tenebrosa e fascinante, e Folman resolveu colocá-la em documentário, mas em versão animada. O título deve-se a uma cena, em que um soldado israelita, no meio do tiroteio dos snipers em Beirute, desata numa desesperada fuzilaria para todos os lados, como se de uma dança com a metralhadora como par. Nas paredes, vêem-se grandes cartazes com a efígie de Bashir Gemayel. Líder do partido cristão Kataeb/Falange, fundado pelo seu pai, Pierre Gemayel, e das suas milícias paramilitares, Bashir tinha acabado de ser designado presidente do Líbano, com apenas 35 anos, mas seria assassinado à bomba antes de tomar posse. Toldados pelo ódio, com sede de vingança pela morte do seu carismático líder, os falangistas entraram nos campos palestinianos de Sabra e Shatila e mataram indiscriminadamente milhares de palestinianos, enquanto que os israelitas montavam cerco e esperavam pelo fim do massacre sem mover um dedo. O acto provocou a fúria na opinião pública em Israel e rolaram cabeça, tendo Ariel Sharon, na altura ministro da defesa, sido considerado responsável moral por inacção e exonerado de todos os cargos.
PS: até pode, em parte, mas de forma clandestina e com a hostilidade das respectivas autoridades nacionais. Provou-o o também documentário animado Persépolis, sobre o Irão, baseado na BD com o mesmo nome, um filme irónico mas comovente.
sexta-feira, janeiro 23, 2009

quarta-feira, janeiro 21, 2009


Bush desandou, por fim, como era desejo de grande parte da população mundial e americana. Um presidência eivada de erros, equívocos, abusos de poder e tensões. Um homem sem grandes conhecimentos ou rasgo, pouco inteligente, que deve o cargo ao apelido, e que acaba por ser um bom exemplo do oposto da meritocracia, tão contrário ao espírito americano. Deixou-se guiar por todos quanto o rodeavam, nomeadamente o grupo neoconservador e alguns oportunistas de sempre, como Rumsfeld e Cheney. Não deixará saudades. Sai com uma crise financeira e económica gravíssima, o seu projecto do Iraque numa incógnita, o Afeganistão mais inseguro do que nunca e o prestígio americano americano abalado por Guantánamos, Abu Grahibs e outras vilezas. O maior pecado de Bush será mesmo a forma incrível como desperdiçou todo o capital de simpatia que os EUA recolheram no 11 de Setembro. Tal coktail de inabilidade, falta de visão e incúria é quase uma proeza.
