sexta-feira, março 18, 2011
Losing my Religion
quinta-feira, março 17, 2011
Na crise política novinha em folha causada pela chantagem de Sócrates, ao apresentar unilateralmente novo PEC, ignorando todo e qualquer agente político relevante (e depois de garantir que não haveria mais cortes, embora provavelmente estivesse a falar do golfe), houve um pormenor que só hoje me fizeram notar. Na entrevista dada à SIC, o ainda PM diz que vai ser candidato pelo PS às futuras eleições legislativas. Todavia, ainda nem se realizou o próximo congresso do partido, para o qual outros candidatos já se perfilaram. Bem sei que as hipóteses de destronar Pinto de Sousa da liderança do PS são de 0,0001%, mas mandam o bom senso e as mais básicas regras de cortesia para com os adversários que não se considere uma eleição já ganha antes dos votos em urna, a não ser que estes estejam controlados. Mas tais qualidades não abundam em Sócrates. Nem essas nem muitas outras. Mais uma vez, a arrogância e a deselegância (apesar dos fatos "da moda") que lhe são típicas voltaram a sobressair. Não merecemos melhor?
quarta-feira, março 16, 2011
Depois do terramoto e do arrasador tsunami, as explosões em centrais nucleares e a ameaça radioactiva que já chegou a Tóquio relembram o pesadelo de Tchernobyl. Faz sentido perguntar que mal terá feito aquele povo a Deus para ser vergastado desta forma apocalíptica. É que além dos desastres naturais, são de novo vítimas, como mais ninguém, da energia atómica, quase setenta anos depois do Enola Gay. Pode juntar-se a isso a previsível recessão económica. O fantasma de Hiroshima e Nagasaki paira de novo sobre o país do sol Nascente. E os japoneses bem precisam do seu brilho e da sua energia, muito menos danoso que a atómica, no momento mais difícil que atravessam desde a Segunda Guerra Mundial.
PS: facto raríssimo, o Imperador falou em directo na televisão, demonstrando a sua enorme preocupação pelas catástrofes que assolam o Império do Sol Nascente. E quando o soberano se dirige directamente pela comunicação social aos japoneses, é manifestamente um sinal de apreensão e de gravidade extrema.
terça-feira, março 15, 2011
Estive na manifestação "apartidária, laica e pacífica" da "geração à rasca". Estive seriamente para não aparecer, pela mensagem vaga e ambígua, pela falta de substância já esperada nos protestos e por estar à espera de ver gente que tudo exige e nada quer dar.
Devo dizer que não me senti exactamente entre "os meus", até pelos poucos conhecidos que encontrei. Muito do que vi e ouvi nada tinha a ver comigo nem o defendia minimamente. Mas toda aquela multidão, a do Porto e de todas as outras cidades, por muito vaga e equívoca que estivesse, não pode ser ignorada nem menosprezada. Representa boa parte da sociedade civil activa (oportunismos das juventudes partidárias à parte), uma fatia de leão da faixa etária entre 20 e 35 anos, e personifica um mal-estar colectivo que se detecta em qualquer café de bairro ou transporte público. É a esse mal-estar que, embora pacífico, convém estar atento e dar-lhe muita atenção, sob pena de se tornar explosivo num futuro não muito longínquo e de uma geração inteira se perder. A ela e ao país.
segunda-feira, março 14, 2011
Não há solidez que resista ao inevitável

As imagens desastre de proporções bíblicas que atingiu o Japão são um murro no estômago. As primeiras notícias que ouvi na rádio já eram inquietantes, e falavam de um enorme terramoto, com "refinarias a arder" e tsunamis. Mas com a terra a tremer estão os nipónicos habituados, como se regista pelos edifícios de pé e pela forma com as pessoas reagiram, sem entrar em pânico, com aquela paciência muito oriental e uma competente preparação para este tipo de acidentes (já os ocidentais tiveram reacções de provocar ataques de coração). Nota-se como as estruturas estão prontas para responder a terramotos desta magnitude, sem querer sequer fazer comparações com o de um estado destruído como o Haiti, no ano passado, mas já podendo fazê-las com o da Nova Zelândia, do mês passado.
sexta-feira, março 11, 2011
A sorte de Galliano
quarta-feira, março 09, 2011


terça-feira, março 08, 2011
quinta-feira, março 03, 2011


quarta-feira, março 02, 2011
Os triunfos recentes do Benfica foram particularmente saborosos, todos por razões diferentes.

segunda-feira, fevereiro 28, 2011
As queixas de um dos candidatos acerca dos "mídia" vieram reforçar uma espécie de preceito ligeiramente babilónico que estipula que as palavras de uma língua sejam pronunciadas com sotaque de outra. "Mídia" mais não é do que a palavra latina "media" pronunciada com sotaque inglês. Se optasse pela pronúncia correta "media", o candidato estaria apenas a revelar ao eleitorado que sabia latim. Pronunciando "mídia", mostra que sabe latim e inglês - só com uma palavra. É o máximo de erudição com o mínimo de meios, o que pode constituir vantagem política na medida em que documenta uma capacidade extraordinária para a gestão e aproveitamento de recursos.
É isto mesmo. Aprendam, senhores lusófonos.
sexta-feira, fevereiro 25, 2011
Com os fundos das enormes reservas de petróleo, Kadhafi não apenas se lançou em programas de infra-estruturas e irrigação de campos. Na política externa, apoiou tudo o que era grupo terrorista, dos palestinianos (em operações de grande repercussão, como os atentados nos Jogos Olímpicos de Munique), ao IRA, da ETA aos diversos grupos armados que se opunham a regimes africanos rivais, além de ditadores tenebrosos como Idi Amin. Frequentemente recorria à "prestação de serviços" de gente como Abu Nidal e Carlos, o Chacal. Tornou-se assim um dos principais inimigos do Ocidente, particularmente dos Estados Unidos. A gota de água aconteceu quando uma discoteca em Berlim explodiu, vitimando soldados americanos. O atentado tinha sido ordenado pelo ditador líbio. Os americanos não hesitaram e bombardearam Tripoli e Bengazi, em 1986, neutralizando a máquina de guerra líbia e aterrorizando Kadhafi, que viu o seu palácio ser destruído e desde então passou a habitar exclusivamente em tendas. Esse valente susto parece que produziu os seus efeitos, não sem antes se verificar um último e terrível caso: a bomba que explodiu num avião sobre a aldeia escocesa de Lockerbie, matando todos os seus tripulantes. Depois disso, o coronel líbio apostou numa estratégia de moderação e conciliação, abrindo a economia da Líbia ao mundo e passando a ocupar um lugar "respeitável" entre as nações, como o velho líder excêntrico com trajes típicos e guardado por mulheres oferecendo boas perspectivas de negócio, particularmente do petróleo. Além de se reconciliar com a Itália, a antiga colonizadora, veio a Portugal na cimeira UE-África, em 2007, instalando-se na célebre tenda na forte de S. Julião da Barra. José Sócrates tornar-se-ia então um dos aliados preferenciais na Europa.


quarta-feira, fevereiro 23, 2011



Fotografias retiradas de A Origem das Espécies.
quarta-feira, fevereiro 16, 2011
Certo é que já há muito havia descontentamento, e mesmo muitos do que já estavam acomodados diziam em surdina não gostar do velho militar. Mas tal como ocorreu noutros países, não foram as condições políticas a fazer cair Mubarak, mas a situação económica e a subida dos preços, aliada à corrupção. A revolta atraiu mais e mais apoiantes, perante a placidez do exército. Depois de muitos contorcionismos, Mubarak caiu mesmo. Não nos esqueçamos de outro precedente, também ele num grande país muçulmano controlado por militares: a Indonésia. Suharto governou com uma mão bem mais férrea até a situação económica o derrubar.

Ronaldo, o Fenómeno, o Ronaldinho que encantou Eindhoven, Barcelona, Milão e Madrid, entre outras, o melhor marcador de sempre de fases finais de Mundiais, campeão de Selecções por duas vezes (em 1994 e 2002), anunciou ontem a despedida dos relvados. Um problema de tiróide, que o impedia de perder peso, obrigou à arrumação das chuteiras. As lesões graves que teve na carreira já o tinham remetido para segundo plano nos seus últimos anos. Curiosamente, ganhou quase tudo mas nunca logrou vencer uma Taça dos Campeões Europeus, chegando ou partindo sempre no ano errado. Para a memória fica um dos mais geniais jogadores de sempre, os seus arranques supersónicos, as suas fintas como quem dança samba, os problemas que teve no dia da final do Mundial de 1998 (onde acabou batido por outro gigante da bola, Zidane), as lágrimas quando sofreu uma grave lesão nos ligamentos, a euforia dos golos da final do Mundial asiático. E golos como este, que correram Mundo nos anos em que encantava o futebol espanhol, e que ficaram para a história do desporto.
segunda-feira, fevereiro 14, 2011
Os White Stripes decidiram separar-se e encerrar actividades, antes que se tornassem anacrónicos, ou pior ainda, que se "reinventassem" sem ideias. Deixaram-nos no entanto hinos de estádio (literalmente) e algumas obras sonoras e visuais para a posteridade. Nem Kate Moss quis ficar de fora. Vede, confirmai e admirai.
sexta-feira, fevereiro 11, 2011
A notícia da idosa encontrada morta em casa, após nove anos de silêncio, atordoou o país. Desgraçadamente, nem devia espantar muito. O abandono a que são votados os velhos e a enfastiada e emperrada burocracia a que estamos submetidos, os verdadeiros causadores desta descoberta terrível, levam a estes desfechos aberrantes. Não é a primeira vez que ouço falar de pessoas que morrem sozinhas e só tempos depois são descobertas. Mas nunca imaginei que alguém pudesse ficar tanto tempo ignorada para além da morte. O que choca mesmo é a indiferença e esquecimento total a que a idosa esteve votada, tirando uma vizinha ou uma outra pessoa mais escrupulosa.
quarta-feira, fevereiro 09, 2011
Streap tease com os Smiths
quarta-feira, fevereiro 02, 2011
O futuro da república do Nilo
Acompanho a par e passo a situação no Egipto. Hoje, no Cairo, em Alexandria e noutras cidades, ultrapassou-se em muito o milhão de manifestantes previsto. Hosni Mubarak tenta ganhar tempo, mas recebeu um ultimato para se retirar até sexta-feira. Depois disso, ninguém sabe o que se passará. Certo é que os egípcios ja passaram por convulsões, como a revolução de 1952 ou a nacionalização do Sueza, ambos protagonizados por Nasser, até hoje um herói nacional.

OU

segunda-feira, janeiro 31, 2011
Enquanto não fica desvendada a questão, sempre se podem colocar outras interrogações, como a da forma correcta como se escreve tal coisa.
A falta de respeito materializa-se na ideia peregrina de se alterar toda uma linha de quarenta quilómetros que servia vários concelhos da região de Coimbra (e a própria Coimbra), encerrando-a durante anos, mesmo com dúvidas levantadas pelos utentes e pelas autarquias, e trocando-a por autocarros. A incompetência é chegar-se perto do termo dos trabalhos na linha e vir-se com o argumento de que afinal o projecto é "megalómano", custa balúrdios na sua execução e na sua manutenção, e que foi sobrevalorizada em "estudos anteriores". Lê-se e não se acredita que uma coisa destas possa ser afirmada sem o menor pedido de desculpas por aqueles que tiveram a brilhante ideia da conversão total da linha. Ou seja, os responsáveis pelo serviço que as populações nunca pediram abandonam-no a meio como se não fosse nada com eles, sem assumir a mínima responsabilidade.

Nunca andei no ramal da Lousã, mas numa altura da vida ia muito à Lusa Atenas e vi muita gente a despachar-se na estação de Coimbra-A para ir apanhar o comboio para a Lousã na estação do Parque (cheguei a ver uma composição a ir de uma estação para a outra, atravessando o parque e o largo das Ameias, a meio da madrugada, única hora em que tal acontecia). Por isso, o argumento da escassez de gente parece-me pouco sustentável. Mais a mais, os concelhos atravessados pelo comboio, Lousã e Miranda do Corvo, ao contrário do que acontece na maior parte das terras do interior (i.e. para leste de Coimbra) têm visto a sua população aumentar ao longo dos anos.
Já se sabe que o governo e boa parte das "elites" querem, antes de mais, a modernização do país a toda a força, e não hesitam em acabar com qualquer custo superviniente nas linhas férreas secundárias apenas para construir o utópico TGV, esse "cavalo de ferro" branco utópico que se tornou no novo desígnio nacional, mesmo que seja um sorvedouro de recursos. Nos últimos vinte anos foram destruídos centenas de quilómetros de caminho de ferro, muitas vezes sem prévio aviso, com os vagões a serem levados pela calada da noite. Agora, acabam com um serviço, começam a construir um sucedâneo, e deixam as obras em três quartos por culpa de contas mal feitas.
O ministro António Mendonça, um dos maiores erros de casting num executivo onde eles abundam, já veio dizer que não se trata da suspensão das obras, mas da sua "recalendarização" e alteração do programa de trabalhos. é bom que seja apenas isso. Porque se isto significar fim efectivo da linha da Lousã, por pura incompetência dos poderes públicos, será a sua cabeça a rolar. A sua e outras, porque nem pode haver culpas solteiras nem salteadores travestidos de autoridades dos transportes que não saibam assumir as suas culpas.
quarta-feira, janeiro 26, 2011
O pior ficou reservado para o fim. Cavaco Silva, aplaudido pelas jotas e pelos apoiantes que a máquina da sua candidatura deslocara para o CCB, o monumento símbolo do cavaquismo, resolveu enaltecer certas áreas a que ele próprio jamais deu a atenção devida, como a agricultura, e lançar violentos ataques rancorosos aos que lhe "lançaram infâmias", sem saudar os adversários, antes achincalhando-os sem nunca referir os seus nomes (viu-se no repetido "foram cinco contra um", o que além de não ser verdade revela que, com esta curiosa expressão, Cavaco tem uma noção do cargo ainda mais solitária e unipessoal do que se julgava). O reeleito, que se calou durante grande parte da campanha, como é seu hábito - como se um candidato não devesse ser o mais transparente possível - aproveitou o momento em que já nada lhe podia acontecer, e em que os ex-adversários já se tinham pronunciado, para os atacar da pior forma, alçando-se em grande referência moral, lançando ainda suspeitas de que havia uma campanha da comunicação social contra ele, fonte de "calúnias". Nunca um seu antecessor chegara a tais extremos, nem Sócrates, com a sua "campanha negra" (recorde-se que em 1996, quando ganhou, Jorge Sampaio, entre as comemorações, ordenou que fosse retirado um gigantone que ridicularizava Cavaco Silva). E no fim não houve sequer possibilidade dos jornalistas lhe fazerem perguntas. O pior do cavaquismo (arrogância, covardia, falta de transparência, até o novo-riquismo da pompa) ficou exposto ali.

Mas ao fazer semelhantes ataques, Cavaco mostrou, até explicitamente, que não era presidente de todos os portugueses, mas apenas de uma facção. O embuste do cargo de presidente da república como líder uno de um país e de um povo caiu assim, definitivamente, por terra. Já havia indícios, mas esta é a prova definitiva, magnificamente servida por Cavaco. Um chefe partidário, que é reconhecido pelos seus eleitores e odiado pelos adversários: eis a essência do cargo. A falta de confiança em tal figura cresceu ainda mais com a abstenção e os votos nulos e brancos, de tal forma que há até quem proponha que seja eleito no Parlamento. Seria o total descrédito e o golpe final na 3ª república.
terça-feira, janeiro 25, 2011

domingo, janeiro 23, 2011
Amanhã falarei mais demoradamente sobre estas eleições.
sexta-feira, janeiro 21, 2011
A intimidade dos candidatos, completamente devassada por vis armadilhas de luxúria(mais comuns no futebol), revelando terríveis segredos sobre o seu carácter! Ou então não...
domingo, janeiro 16, 2011

Este blogue faz hoje sete anos. É normalmente tido como número da sorte, e é igualmente uma idade bonita neste meio, que teve os seus primórdios em 2002/03. Pode-se dizer que A Ágora data da segunda vaga da blogoesfera, de princípios de 2004. Olhando para trás, parece-me que começou num tempo já longínquo, com um template sóbrio e primitivo (ainda hoje o é, sem a quantidade de mariquices musicais e de "causas" que apareceram entretanto e que só atrasam a abertura dos blogues), com uma escrita mais gongórica e menos cínica, se é que lhe posso chamar assim. A "filofrancofonia" e o "filohelenismo" reclamadas no início ficaram um pouco gorados (preparo-me mesmo nos próximos dias para escrever uma coisa pouco laudatória da França). A Administração Bush, um dos primeiros alvos, passou à história, mas os seus efeitos permaneceram no Iraque. Hoje sou um pouco mais céptico (não no sentido religioso), e um tudo de nada mais conservador e mais neurótico. O Mundo mudou, a minha vida também, e este espaço, necessariamente, sofreu ligeiras modificações estilísticas e de pensamento. Conservo todavia os principais traços de identificação que marcam este blogue no seu subtítulo - continuo monárquico, católico, benfiquista e discorrendo pontualmente sobre o Porto, depois de uns anos em Lisboa, por razões pessoais e laborais. Enquanto A Ágora existir, continuará assim, à imagem do seu autor.
quarta-feira, janeiro 12, 2011


domingo, janeiro 09, 2011

quinta-feira, janeiro 06, 2011
segunda-feira, janeiro 03, 2011
segunda-feira, dezembro 27, 2010

Já passou algum tempo, mas a notícia da morte de Thomas Harlan, em Outubro passado, num sanatório da Baviera onde já se encontrava há uns anos, só foi anunciada semanas depois e passou despercebida. O nome não será dos que mais facilmente virá à memória. Harlan era um realizador alemão, politicamente engajado na extrema-esquerda, que depois da 2º Guerra e de servir na Kriegsmarine, estudou em Paris e tornou-se amigo de Klaus Kinsky, mais tarde o actor fetiche de Werner Herzog. Viajou pela Polónia, atrás de nazis fugidos, por Itália e por inúmeros países, dentro e fora da Europa, onde colaborou com diversos movimentos de extrema-esquerda. Como tantos outros intelectuais esquerdistas, não perdeu a oportunidade de vir a Portugal em 1975 (na altura um destino turístico para activistas do gênero) para observar, estudar e filmar algumas acções mais simbólicas do PREC. Acabou por realizar um documentário sobre a ocupação das terras do Duque de Lafões, perto da Azambuja, por trabalhadores agrícolas, no processo de colectivização de latifúndios, documentário esse que ficou conhecido como Torre Bela, e que teve exibição comercial entre nós apenas em 2007. Na altura, algumas cenas de um realismo burlesco acabaram por ganhar alguma notoriedade, como a da "comprativa". A ocupação terminaria algum tempo depois, mas o filme tornar-se-ia um bom testemunho dos loucos meses do PREC.
Porém, a notoriedade de Thomas Harlan não se fica pela sua obra ou militância. Esta será antes um complemento dos antecedentes familiares. O seu pai era também ele realizador de cinema. Mas ao passo que o filho era activista da extrema-esquerda, Veit Harlan terá sido o mais famoso cineasta do III Reich, a par de Leni Riefenstahl. A autora de O Triunfo da Vontade ficava com o quinhão onde se difundia a glória e superioridade da "raça ariana", enquanto Harlan se encarregava do cinema "negativo", ou seja, da propaganda contra as "raças inferiores", particularmente os judeus. Realizou o tristemente célebre Jud Süß, o expoente máximo do anti-semitismo filmado (todo esse processo foi narrado num filme alemão deste ano, que ignoro se terá distribuição comercial em Portugal, embora torça para que venha).

sexta-feira, dezembro 24, 2010
«Por aqueles dias, saiu um édito da parte de César Augusto para ser recenseada toda a terra.
Este recenseamento foi o primeiro que se fez, sendo Quirino governador da Síria. Todos iam
recensear-se, cada qual à sua própria cidade. Também José, deixando a cidade de Nazaré, na
Galileia, subiu até à Judeia, à cidade de David, chamada Belém, por ser da casa e linhagem de
David, a fim de se recensear com Maria, sua esposa, que se encontrava grávida. E, quando
eles ali se encontravam, completaram-se os dias de ela dar à luz e teve o seu filho
primogénito, que envolveu em panos e recostou numa manjedoura, por não haver lugar para
eles na hospedaria. Na mesma região encontravam-se uns pastores que pernoitavam nos
campos, guardando os seus rebanhos durante a noite. Um anjo do Senhor apareceu-lhes, e a
glória do Senhor refulgiu em volta deles; e tiveram muito medo. O anjo disse-lhes: «Não
temais, pois anuncio-vos uma grande alegria, que o será para todo o povo: Hoje, na cidade de
David, nasceu-vos um Salvador, que é o Messias Senhor. Isto vos servirá de sinal:
encontrareis um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura.» De repente, juntouse
ao anjo uma multidão do exército celeste, louvando a Deus e dizendo: «Glória a Deus nas
alturas e paz na terra aos homens do seu agrado.»
quarta-feira, dezembro 22, 2010
PS: Pôncio Monteiro sempre me irritou, com o seu fanatismo e as suas tiradas despropositadas. Mas há que confessar que sem ele aquele pequeno Mundo tão mediatizado do comentário futebolístico televisivo fica muito a perder, sem o seu estilo inconfundível, as suas atoardas e a sua pronúncia com "zs". E recorde-se também o desaparecimento de Aurélio Márcio, um dos mais isentos e justos comentadores que me habituei a ouvir na rádio (assim reconhecido por todos), e um dos históricos fundadores de A Bola.
terça-feira, dezembro 21, 2010
quinta-feira, dezembro 16, 2010

terça-feira, dezembro 14, 2010
segunda-feira, dezembro 06, 2010

sábado, dezembro 04, 2010
quinta-feira, dezembro 02, 2010

terça-feira, novembro 30, 2010
Não haja dúvida que a Catalunha passa por dias animados, neste gélido início de Inverno. No Domingo, a velha CiU voltou a ser maioritária no parlamento regional e ocupará por certo a Generalilat. A experiência da esquerda tripartida à frente do governo não correu muito bem, e o PSOE pagou por isso, com muitos a verem o fim de um ciclo e a prever o princípio do fim do governo de Zapatero. Pior ainda ficou a Esquerda Republicana Catalã, reduzida a menos de metade pelas tolices do inenarrável Carod Rovira, e que ainda se viu ultrapassada pelo PP. Mais atrás ainda ficaram os comunistas e umas franjas de independentistas. Será que os anarquistas da CNT votaram em alguém?
