sábado, agosto 20, 2011
domingo, agosto 14, 2011
Razões para a barbárie
terça-feira, agosto 09, 2011
Benfica 2011/12
Veremos daqui a dias, em Barcelos, como correm as coisas.
quinta-feira, agosto 04, 2011

sexta-feira, julho 29, 2011

A falta que um pai faz

Um pormenor que me chamou a atenção no caso do duplo atentado mortífero na Noruega: um dos entrevistados foi o pai de Anders Breivik, o terrorista do momento. Ao que parece, o senhor, um diplomata na reforma a viver no Sul de França, separou-se da mãe do autor dos atentados quando ele tinha um ano e não tem contacto com ele há 15. Diz-se agora "absolutamente chocado" e espera que o filho "se suicide".
quarta-feira, julho 27, 2011

segunda-feira, julho 18, 2011
sexta-feira, julho 15, 2011

sábado, julho 09, 2011
Otto da Áustria nasceu já como herdeiro da coroa dual dos Habsburgos, herdeiro do milenar Sacro Império. Era sobrinho-neto do velho Imperador Francisco José e filho de Carlos I), que seria o último monarca da Áustria-Hungria, em virtude do assassínio do seu primo em Sarajevo, que desencadeou a 1ª Grande Guerra. Com a queda do império, acompanhou a família no exílio para a Madeira, onde seu pai morreria. Sem possibilidades de aceder ao trono da Hungria, devido ao golpe do Almirante Horthy, o "regente sem reino", Otto mudou-se para para Espanha e formou-se mais tarde em ciências Políticas na Universidade de Lovaina. Tornou-se um firme opositor ao nazismo ascendente e ao Anchluss, reivindincando o trono austríaco e fazendo declarações públicas contra a ocupação alemã. Essas posições valeram uma perseguição massiva aos seus apoiantes e a sua condenação à morte in absentia. Quando a Alemanha invadiu a França residia então em Paris, pelo que se viu obrigado a fugir para os Estados Unidos. Conseguiu-o graças a Aristides de Sousa Mendes, com quem entrou em contacto através do seu secretário, o Conde von Degenfeld, e que lhe proporcionou um visto para Portugal, e daí para a América (o próprio Arquiduque esteve envolvido na fuga de milhares de austríacos da invasão nazi). Viveu em Washington durante a Guerra, até ao regresso à Europa, ainda nos anos quarenta, com um passaporte da Ordem de Malta. Só muitos anos mais tarde ser-lhe-ia atribuída a cidadania austríaca, bem como a húngara e a croata.
Católico devoto, europeísta convicto, presidente da União Pan-Europeia, crítico da divisão europeia, chegando a promover acções para desmoralizar os regimes comunistas, Otto serviu ainda como deputado europeu durante vinte anos, pela CSU bávara, já que a partir dos anos sessenta escolheu a Baviera para viver, e onde morreu, há dias, com 98 anos. Se o Império tivesse subsistido, teria reinado durante 89 anos. Mas nunca chegou a ocupar o trono bicéfalo dos imensos domínios dos Habsburgos, e assistiu à carnificina europeia, sem que por isso baixasse os braços e desistisse de conseguir uma Europa unida, livre, tradicional e moderna, ao mesmo tempo. Em grande parte, conseguiu-o. O Arquiduque cumpriu exemplarmente a sua missão numa vida longuíssima e completa.
quinta-feira, junho 30, 2011

sábado, junho 25, 2011
(Foto tirada daqui)
quinta-feira, junho 23, 2011
Cem anos de feriado
Nos cartazes relativos às festas de S. João deste ano colocados pelo município surge uma novidade: os cem anos da festividade oficial. Em bom rigor, as festas joaninas comemoram-se há séculos, com a justaposição da homenagem cristã ao Baptista às festividades pagãs do solstício de Verão. No Porto, as fogueiras tradicionais perdem-se na memória dos tempos. Mas até serem oficializadas, tiveram de esperar muito.

terça-feira, junho 21, 2011
Uma aposta que saiu por cima
O tão almejado sonho de Fernando Nobre ficou pelas bancadas de S. Bento. A coisa já se adivinhava à légua desde o início, com todos os partidos, mesmo o CDS, a declarar à partida o seu veto. Uma batalha perdida. Mas percebe-se que Pedro Passos Coelho tenha querido levar a hipótese até ao fim. Deu a sua palavra, não tinha mais que a cumprir, apesar dos apelos sem contrário e do desfecho previsível. Para além de uma questão de honra, a táctica também pode ter jogado a favor, já que não lhe ficava nada bem voltar com a palavra atrás na véspera de tomar posse como Primeiro-Ministro. Deixar cair Nobre seria deselegante e traiçoeiro. Também não me pareceu pior que o fundador da AMI optasse por ficar no Parlamento. Reconsiderou que a sua presença seria mais útil como agente legislador. Está lá pelo voto dos eleitores, não para fazer birrinhas de cargos.

domingo, junho 19, 2011
Na Selecção também deu nas vistas, em vários escalões. Marcou pela primeira vez com as Quinas ao peito no Euro 2000, contra a Inglaterra, um golo que selou uma das mais incríveis reviravoltas em competições internacionais. Marcou muitos mais (à França, nessa competição, pregando Barthez ao relvado, à Espanha, no "nosso" Europeu, levando Portugal à fase seguinte, à Alemanha), 29, ao todo, tendo-se tornado, até ver, no quarto melhor marcado de sempre por Portugal.
Nuno Gomes é o melhor artilheiro português dos últimos vinte anos, com mais golos marcados na carreira do que Rui Águas, Domingos ou Cadete. Mais do que ele, só mesmo o jogador que lhe deu a alcunha, Fernando Gomes. No entanto, durante anos era mal-amado, por causa da carinha laroca, dos cabelos e da bandelete para os prender, etc: era a "menina", o que se preocupava mais com o cabelo do que em jogar, o que se distinguia mais pelos falhanços do que pelos golos, etc, etc. Os adeptos preferem sempre os broeiros aos que têm aspecto mais fashion. O estatuto de "segundo melhor" atrás de Jardel e as comparações na segunda passagem pelo Benfica com os números da primeira também não ajudaram. Assim, Nuno teve de carregar durante anos uma pesada cruz, até se tornar veterano e assumir a barçadeira de capitão, e de, na época finda, provocar verdadeira empatia com os adeptos, entrando raramente e perto do fim, para ainda assinar com alguns golos. Embora tarde, conseguiu fazer as pazes com a "torcida". Depois de doze anos de águia ao peito, não conseguiu a renovação do contrato por parte da equipa técnica do Benfica, mais preocupada em importar sul americanos e júniores "muito promissores" do Varzim, e ele preferiu acabar a carreira noutras paragens, certo de que ainda tem golos a marcar. Provavelmente vai consegui-lo. Menos provável é que se encontra um ponta de lança português tão concretizador nos próximos anos.
quarta-feira, junho 15, 2011
terça-feira, junho 14, 2011

sábado, junho 11, 2011
quarta-feira, junho 08, 2011

segunda-feira, junho 06, 2011
domingo, junho 05, 2011
Alcântara e o regresso de um símbolo

Cheguei a assistir a um desafio com outro histórico do futebol português, o Barreirense, pouco tempo depois desse tomba-gigantes protagonizado pelo Atlético nas barbas de Jesualdo e Pinto da Costa. O confronto com os vizinhos da margem Sul, de onde saíram várias lendas do nosso futebol, teve muitos episódios na primeira divisão, em tempos que já há muito lá vão. Hoje são dois clubes semi-profissionais, que vivem das memórias, dos sócios e de alguma publicidade local.
Segundo os alcantarenses, uma das razões que ditou o declínio do Atlético foi a construção da Ponte sobre o Tejo, que passa por cima da zona, aliás mesmo ao lado da Tapadinha. Talvez porque se tornou um mero atravessadouro, e perdeu o movimento dos passageiros que seguiam de cacilheiro, e toda a indústria local, relacionada com o rio. Não sei se é a verdadeira razão ou não - com a profissionalização, os clubes de bairro tenderam a decair, e as receitas não devem abundar.
sábado, junho 04, 2011

Meia hora depois, a caravana laranja, com os mesmos adereços, as jotas em êxtase, mais ainda quando chegou Passos coelho, que mal se via entre as câmaras e os microfones entre os quais se desdobrava-se freneticamente. Deu-me ideia que os cortejos tinham uma extensão mais ou menos semelhante, mas o do PSD era mais compacto, coisa que os jornais no dia seguinte confirmavam. No resto, poucas diferenças. As caravanas lembravam uma claque de futebol, com bandeiras gigantes, os militantes a envergar as camisolas do partido e alguns chefes de secção com microfone a entoar slogans para a turba repetir.

sexta-feira, junho 03, 2011
Os não representados
terça-feira, maio 31, 2011
sábado, maio 28, 2011
terça-feira, maio 24, 2011
Apenas ficou a faltar isto:
segunda-feira, maio 23, 2011

quinta-feira, maio 19, 2011
terça-feira, maio 17, 2011
O escândalo Strauss-Kahn apanhou toda a gente desprevenida, excepto os que lhe conheciam a fama. Lê-se um pouco de tudo, desde os que conheciam e já temiam as suas investidas bruscas (como Sarkozy) sobre o "sexo fraco", aos que rapidamente se apressaram a bradar que tudo não passava de uma conspiração para arrasar a carreira de DSK. Mas de quem? De Sarkozy, que assim afastaria o seu provável adversário nas presidenciais, com enormes probabilidades, segundo reza(va)m as sondagens, de o retirar do Eliseu, como não acontecia desde 1981? Dos Estados Unidos, que urdindo um golpes de cadeiras no FMI, conseguiriram tirar um europeu - para mais um francês - da cadeira da famosa instituição financeira? De inimigos internos no PS francês?

segunda-feira, maio 16, 2011
Alegre espanto

quinta-feira, maio 12, 2011
sábado, maio 07, 2011

sexta-feira, maio 06, 2011
Breve nota sobre o real enlace
Os acontecimentos, internos e externos, sucedem-se a um ritmo vertiginoso, e eu sem tempo (ou paciência) para alimentar o blogue. Contudo, para honrar o subtítulo deste espaço (na parte que diz "monárquico" e "católico"), impõe-se que deixe uns ligeiros comentários sobre o casamento real britânico e da beatificação do Papa João Paulo II.

quarta-feira, maio 04, 2011

