terça-feira, dezembro 28, 2004

Os dias da catástrofe

Os dias de fim de ano estão decididamente a tornar-se apocalípticos: há um ano houve aquele terrível terramoto no Irão, que destruíu a cidade de Bam e matou dezenas de milhares de pessoas. Agora, a um sismo juntou-se um tsunami de efeitos dantescos, que varreu tanto o sudoeste asiático como parte da costa da África Oriental. Estamos sempre a pensar nos malefícios dos homens, mas a Mãe-Natureza encarrega-se sempre de os desvalorizar um pouco.

3 comentários:

mfc disse...

Mas que mal fez aquela gente para ser tratada assim??!

A. Narciso disse...

Parece que as catástrofes naturais são cada vez mais ritual anual, e a tender para os finais do ano. Talvez o homem ande a desafiar demasiado a natureza e esta seja a sua maneira de dizer "basta". É doloroso ver o sofrimento de milhares de pessoas e toda a destruição que este sismo e consequente tsunami criou. E tens toda a razão quando dizes "Estamos sempre a pensar nos malefícios dos homens, mas a Mãe-Natureza encarrega-se sempre de os desvalorizar um pouco."
Abraço

O Bom Selvagem disse...

Pensei isso mesmo para comigo. Comparei o que se passou com aquilo que acontece no Iraque por exemplo. Numa hora morrem 23 mil pessoas (segundo a última contagem) porque a Terra sacode-se um bocadinho. As outras notícias desaparecem do mapa, ficam todas relativamente menos graves. Achei curiosa a forma como um pivot da sic teve de mudar de assunto. Depois de falar sobre a tragédia que ia em 19 mil mortos, passou para uma reportagem de uma explosão de gás em frança que matou umas 15 pessoas dizendo algo como "e agora, outra tragédia, esta com números bem mais pequenos..." e de facto aquela tragédia parecia ridícula ao pé da outra.