sábado, setembro 24, 2016

Benfica 2016-20...


Não sei ainda muito bem o que pensar do Benfica nesta época. Ao contrário do que aconteceu no ano passado, a pré-temporada decorreu com calma e a supertaça conra o Braga pendeu a nosso favor, o que se agradece, porque é um troféu de que não temos muitos exemplares. Mas ficaram casos mal resolvidos, aquisições discutíveis e o flagelo das lesões começou logo no início.

Renato Sanches e Gaitán saíram, é certo, mas isso era mais que anunciado. O primeiro já tinha assinado com o Bayern ainda decorria o campeonato. O segundo não passava deste ano, e já merecia um contrato mais oneroso. E renderam uma boa maquia. A saída de Carcela, um jogador com talento e velocidade que cumpriu, é talvez mais precipitada, mas responde à quantidade de jogadores para as alas que o Benfica adquiriu.

Se há excesso nas alas, em parte por necessidade de alternativas, e noutras partes para agarrar jogadores promissores enquanto é tempo (caso de Zivkovic) ou para enfraquecer rivais (casos de Carrillo e Rafa), o meio-campo parece descompensado, já que Fejsa não chega para tudo e é vulnerável a lesões, Horta é ainda muito novo e não sabe defender, Samaris está também no estaleiro por umas semanas e parece contar meramente como suplente (aliás quiseram vendê-lo), Danilo e Celis são incógnitas - e o colombiano, quando entrou, contribuiu mas para o adversário. E sim, as lesões são um problema inesperado e demasiado extenso neste início de época. Se parecia haver relativa abundância na frente, as mazelas físicas encarregam-se de o desmentir. Na defesa, os centrais satisfazem mas os laterais são irregulares: Grimaldo agrada e vai certamente melhorar, Semedo tarda a voltar ao espantoso início de época do ano passado, mas se Almeida é um bom suplente, há as maiores dúvidas sobre se o veterano e pesado Eliseu estará à altura quando for chamado. A baliza está bem entregue à veterania de Júlio César e à juventude de Ederson, sob o olhar atento do "velho" Paulo Lopes.
 
A equipa parece ainda não ter encontrado o seu caminho, sobretudo no que ao meio-campo diz respeito. Houve jogos que correram bem, os do início, outros em que o resultado ficou aquém da exibição, como em Arouca, e outros q.b., como a da última vitória frente ao Braga. O Chaves, a jogar em casa (previsivelmente vai encher, ou não fosse o SLB muito popular em Trás-os-Montes), uma equipa complicada e com boa defesa e que tal como o Benfica ainda não perdeu, vai ser um osso duro de roer, em que o ataque terá mais responsabilidades que a defesa. E na próxima semana será a difícil deslocação a Nápoles. O jogo no San Paolo será o teste mais complicado numa equipa que tem sido morna no meio-campo e que terá de corrigir esse aspecto se não quiser ficar com as contas da Liga dos Campeões comprometidas. Depois do infeliz empate caseiro com o Besiktas, qualquer ponto fora vale ouro.

E valerá também a pena observar os novos talentos a ser lançados por Rui vitória. Terá José Gomes mais oportunidades ou mais vale crescer na equipa B?

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