
Não sei porquê, mas este ano não senti tanto a emoção dos Óscares. Talvez porque não tivesse conhecimento profundo da maioria

Ang Lee como melhor realizador...bom, pela carreira que já tem e pelo objecto que tinha em mãos, acho que é merecido. Em relação ao resto, parece-me que a Academia preferiu ser salomónica e conciliadora, dividindo o mal pelas aldeias, e assim furtar-se a dar o prémio de melhor filme a uma obra como Brockeback Mountain. Crash, um filme de um realizador estreante que já por aqui andou durante o Verão, e que aborda igualmente temas "nobres", acabou por ser a única surpresa da noite - eu pelo menos não contava nada. Assim, a fita dos "caubois larilas" ficou aquém das expectativas e King Kong e Memoirs of a Gueisha acabaram por ser recuperados. Parece-me porém que depois deste ano, em que aparecem num sem-número de filmes, Jack Gyllenhall e Heath Ledger (lembram-se dos Irmãos Grimm?) têm a carreira definitivamente lançada. No futuro não lhes faltarão certamente novas nomeações.
O Stewart de serviço, pareceu-me razoavel, cáustico quando devia ser, mas o momento de que mais gostei talvez tenha sido o prémio de carreira a Robert Altman (apesar do discurso interminável), atribuído pelas fabulosas Meryl Streep e Lily Tomlin. E é sempre bom ver caras conhecidas, como as citadas senhoras, Jack Nicholson (a sua expressão final valeu por meio espectáculo) ou William Hurt. Pouco mais houve. Só mesmo a passadeira vermelha do costume.

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