sexta-feira, novembro 02, 2007

A Haia
No nosso mundo, e em particular na Europa, poucas são as cidades referidas pelo artigo definidos. Entre nós, Além do Porto, existe o Marco, a Guarda, algumas cidades na Margem Sul do Tejo, e pouco mais. De tal forma que na estrenja normalmente ouvimos falar na cidade de Oporto.
Depois há casos como o Rio de Janeiro, o Cairo, as Cidades de tal, e outras tantas, mas a regra é usar-se o artigo indefinido. No continente europeu é raríssimo subverter-se a regra.
Talvez por isso se ouça falar de Haia e não na Haia. A sede de governo, da real morada holandesa (mas não capital, que essa ainda é Amsterdão), de um conjunto de tribunais internacionais e de inúmeras convenções costuma aparecer sem o artigo precedente que a define. Bem sei que as grafias modernas tendem a alterar algumas designações, mas não estou a ver agora aparecer a "cidade de (O)Porto". Por isso, e em atenção à importância institucional da cidade holandesa, era bom que se tomasse mais cuidado com a língua portuguesa e se escrevesse e dissesse sempre A Haia. Parece-me que não custa assim tanto.

2 comentários:

lapa disse...

Se eu resolvesse fazer um livro sobre: "Fernando Vale na obra de Miguel Torga"
Quem era o autor do livro? Era Miguel Torga?

João Pedro disse...

O autor seria o próprio Lapa, Miguel Torga o autor do objecto do livro, e Fernando Vale omotivo de interesse.
Essa pergunta tinha alguma armadilha?