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terça-feira, fevereiro 27, 2018

O Inverno anunciado


Considera-se (isto é, eu considero) que o Inverno começa a moderar-se ou a ser "menos Inverno" a partir de vinte, vinte e tal de Fevereiro. Os dias são maiores, o frio glacial já passou, e a época das tempestades que caracteriza meados de Fevereiro começa também a dissipar-se.

Este ano, aparentemente, este fim do mês e o início do próximo prometem ser verdadeiramente invernosos, apesar de já termos tido uns dias de frio. A Senhora das Candeias e o Phil de Punsxsuatawney é que tinham razão: o Inverno estava mesmo para durar.

Já agora, quando é que os noticiários páram de falar no "mau tempo" que está a chegar? Com a seca gravíssima que o país atravessa, a chuva e a neve que caem por todo o país são tudo menos mau tempo.

domingo, fevereiro 28, 2016

Sol de pouca dura

 
Nestes dias gelados e chuvosos com que o Inverno teima em brindar-nos (no seu estertor de moribundo, espero eu), recordemos as breves tréguas que tivemos recentemente em que até parecia que a Primavera já  estava a chegar.
 
 
S. João Nepomuceno, Museu Arqueológico do Carmo, Fevereiro 2016

quarta-feira, abril 03, 2013

Se a sabedoria popular continuar a errar, muitas graças a Deus vou dar

 
 Por estes dias, a "sabedoria popular" anda muito por baixo. Diz-se que "se a Senhora das Candeias rir, está o Inverno para vir". Ora a comemoração da Senhora das Candeias é a 2 de Fevereiro, e tanto quanto me lembro desse dia, não houve grandes risos climatéricos. Dizem também os ditos populares que "Carnaval na rua, Páscoa em casa", ou seja, se no Carnaval estiver bom tempo, então o Domingo de Ressureição será sob chuva. No último Entrudo choveu, ventou, nevou até, e mesmo assim tivemos uma Páscoa diluviana. 
E se "em Abril, águas mil", faço votos para que a sabedoria popular continue errática. As populações das margens ribeirinhas dos rios, da lezíria ribatejana e da zona de Aveiro, entre outras, agradecem. E eu também, que já começo a desesperar com este Inverno que dura há quase meio ano e nos deixa a cabeça em água. E com constantes más notícias, do que precisamos agora é de sol a rodos.

terça-feira, janeiro 06, 2009

Janeiro
Só hoje, dia de Reis, é que A Ágora se estreia em 2009. Queria começar com a postagem duma foto tirada na minha passagem de ano, em Caminha, mas ficará para os próximos dias. E antes de tudo, um desejo de bom ano a quem mo desejou, no post anterior.


A coisa começa tremida: previsões económicas más (Sócrates já admite um ano de recessão), o Benfica a estrear-se com uma derrota no galinheiro do último classificado (Trofense), a incursão militar israelita em Gaza com evidentes estragos, e os histerismos da praxe que isso sempre provoca, etc. O Público volta com ligeiras alterações, uma das quais um texto diário de Miguel Esteves Cardoso. E o Inverno vai apertar esta semana, com um frio polar que nos vai fazer tirar dos armários as peliças, as samarras, os capotes e os gorros. Escusado falar dos cachecóis e echarpes, que isso são peças que agora se usam o ano inteiro. Que saudades da tepidez do "Reveillon".


Ah, e o Natal acaba hoje, e com ele as iluminações, prova acabada e inilidível do início de novo ano.

quarta-feira, novembro 14, 2007

Contrastes sazonais

O tempo está a mudar. Não, não é o aquecimento global. Está mesmo a mudar para o que seria normal nesta época: temperastura máxima abaixo dos vinte graus e acima dos doze. Até agora tínhamos tido um Verão prolongado, desforra talvez de um Estio fraco e fresquinho. As coisas compõem-se, enfim.
Talvez no litoral se pense isso, porque no interior a coisa já tinha baixado para níveis que exigem aquecedor ligado. Assim, na semana passada, entre a Linha do Estoril e Trás-os-Montes, tive oportunidade de:
- gozar uma hora e tal de praia na zona da Parede e dar uns mergulhos no mar, como se estivesse em pleno Agosto, e ir jogar numas máquinas do Casino Estoril quase porta com porta com Almodôvar e o novo Festival de Cinema
- apanhar umas temperaturas pouco acima dos zero graus no fim de semana, tendo com pena minha, e por causa de descombinações à última da hora, perdido uma festa com castanhas e vinho em S. Martinho de Anta, ao ar livre, à noite (imagina-se a frialdade); salvou-se a serão de leitura frente à lareira.

Como se pode ver, o Verão prolongado era só para alguns; se se percorresse algumas centenas de quilómetros, dava para juntar duas ou três estações e fazer um fim de semana diversificado, com uma panóplia de actividades e alguma imaginação, coisa que não está disponível todos os anos.
Esperemos agora pelo tempo frio e seco e uns meses de seca. O fantasma de 2005 aí está.