domingo, maio 27, 2007
quarta-feira, maio 23, 2007

Que nos trará esta noite: Istambul 2005 ou Atenas 94, quando os milaneses, com Maldini também na equipa, goleram o favorito Barcelona por impensáveis 4-0?
terça-feira, maio 22, 2007
Parabéns, Hergé

Há cem anos nascia Georges Prosper Remi, mundialmente conhecido como Hergé. Todos o relembram, mas não é demais fazer a homenagem ao criador de Tintin, Quim e Filipe e Jo, Zette e Jocko. Se só acompanhei artificialmente os segundos e terceiros, já o herói da poupa e das calças de golfe é para mim, desde pequeno, uma companhia indispensável. Nunca me esqueço de que folheava os álbuns na América e em África quando ainda nem sabia ler; a primeva aventura no País dos Sovietes que me ofereceram na minha Profissão de Fé, álbum maldito, a traço grosseiro, nunca reeditado a cores, que me incutiu definitivamente o gosto pela BD; os de pura aventura em terras longínquas ("Les Cigarres du Pharaon", "Le Lotus Bleu", "L ´Oreille Cassée", "L´Affaire Tournesol", "Coke en Stock"), com fugas de Meca, invasões japonesas - a história também entra aqui - golpes de estado em repúblicas das bananas, submarinos no mar vermelho e espiões balcânicos. O universo Tintin é riquíssimo tanto na narrativa, como nas comparações temporais e espaciais da sua época ou na espantosa galeria de personagens.
Parabéns, Hergé!A começar o fim de semana, na Sexta à noite, estreei-me nas lides de um desporto muito popular em Lisboa: o Quiz de Cascata, ali para os lados da Ajuda. Interessante, divertido e instrutivo, embora entre pela madrugada dentro. Ainda por cima, a coisa correu-nos com sucesso evidente e até nos pagaram por isso. A repetir, claro está.
segunda-feira, maio 21, 2007
Fim de semana marcado pelo convívio familiar, almoços ao sol, visitas de nocturnas de museus (que me permitiram enfim colmatar a enorme lacuna de nunca ter visto ao vivo os Paineis de S. Vicente) regresso da chuva e o fim da época futebolística, com Derlei a marcar finalmente um golo que entrou devagar, devagarinho... Num ventos fim de tarde na Luz, valeu isso, o outro golo de Mantorras, e os aplausos do público às geniais jogadas de Rui Costa e de Karagounis (um deve ficar, o outro, infelizmente, é pouco provável), aos golos - o segundo de Mantorras - e à saída de Micolli, que muito dificilmente envergará o Manto Sagrado depois de Maio.
Ao que parece, o Porto ganhou o campeonato. Soube-o porque passei no Marquês de Pombal, em Lisboa, depois do jogo, e vi três carros de cachecol azul em riste, a apitar enquanto continuavam a circular à volta da estátua do Conde de Oeiras. Na televisão, mostraram ainda os adeptos portistas que "enchiam" a dita rotunda e as comemorações nos Aliados, em que bandos de jagunços da conhecida associação que dá pelo nome de Super Dragões se divertiam a espancar-se e a esfaquear-se entre si. Já não é preciso os benfiquistas irem para lá quando ganham títulos: são os próprios que se encarregam de fazer com que o Porto, pelos idos de Maio, se pareça com Karachi.
sábado, maio 19, 2007
quinta-feira, maio 17, 2007

PS: vi agora que o Leixões comemora este ano o seu centenário. Melhor celebração e acontecimento mais feliz não podia haver, certamente. Serviu até para se reactivar para passageiros, e não apenas para mercadorias, a antiga gare de Matosinhos, que esteve por uma tarde ligada ao Oriente.
quarta-feira, maio 16, 2007
É esta a longa carreira do homem que se despediu ontem da presidência, dando lugar a Sarkozy. "L ´escroc", para os inimigos, ou o homem que assumiu a liderança do mito gaullista e que estabeleceu laços entre o ocidente e a África e o Médio Oriente, para os admiradores. O seu principal legado terá mesmo sido esta influência francesa nesses territórios, e a sua larga popularidade, à qual potências como os EUA têm muitas vezes de recorrer. De negativo, fica como símbolo de uma classe política arrivista, burocrática, intriguista e de honestidade duvidosa, à qual se tenta pôr cobro no ciclo que agora se inicia.
segunda-feira, maio 14, 2007
A irrelevância do PCF
quarta-feira, maio 09, 2007
terça-feira, maio 08, 2007
Pensando bem , também temos a nossa Segolène, mas numa família política diferente. Teresa Almeida Garrett (Lucas Pires), jurista, ex-eurodeputada pelo PSD, ex-candidata à câmara municipal de Viana do Castelo. As semelhanças são bem visíveis, e o tailleur, ou costureiro deve seguir o mesmo modelo.
segunda-feira, maio 07, 2007

Sarko, o homem que correu metade da sua vida para chegar a este cargo, lá conseguiu, prometendo "a mudança". Desconfio que o homem que ajudou a incendiar os subúrbios franceses vai desiludir muitos dos seus entusiásticos apoiantes, lá como cá. A ideia do mérito e do trabalho depende mais da sociedade do que das forças políticas que a regem; a emigração ilegal não é coisa que se resolva com a ligeireza que ele assume; a "constituição simplificada" dependerá de outros estados; e a sua ideia velada de um directório não é propriamente animadora aqui para as bandas lusas - embora duvide que qualquer outro líder gaulês não fizesse o mesmo. Depois, as ideias proteccionistas do senhor colidem com muito do propalado liberalismo que anuncia. Contradições. Há vinte anos, Chirac era o campeão do liberalismo em França. Depois de umas breves medidas, tornou-se o defensor dos valores do Gaullismo. A ver vamos se Sarko não retoma a política do General de Colombey, contrariamente ao que apregoa agora.
O soba ganhou, com votação esmagadora (mas não impressionante). A vitimização, a quase irreverência dos adversários, o não querer separar-se da massa enviado do "contenente", as inaugurações e outros meios públicos ao dispôr foram os obreiros destas eleições, como o foram sempre. Espero é que não tenham servido para nada e que o espírito das alterações à lei das finanças regionais se mantenha irredutível. Se assim acontecer, o sucesso do Dr. Jardim só lhe terá trazido mais oportunidades de beber umas ponchas.
quinta-feira, maio 03, 2007

quarta-feira, maio 02, 2007
Ambitious Outsiders é um novo blogue, mantido por um ilustre advogado do Porto, dedicado em especial à pop dos anos 80. Smiths e Morrissey, New Order, Peter Murphy, e outros, com algumas biografias e os seus videoclips mais carismáticos à mistura, são temas frequentes deste blog. Que não se debruça somente sobre o revivalismo musical: não faltam fotografias do Porto e de variadas paisagens europeias, séries dos anos 80 (como O Polvo, em reposição no Canal Memória), literatura de terror, agendas de concertos, etc. Uma ligação a seguir com assiduidade.
Para grande infelicidade minha e dos vimaranenses, o 4800 Guimarães parece estar a dar as últimas. As tronitruantes discussões entre os seus mentores, todos vimaranenses integrais, frequentadores assíduos do Toural e da Oliveira, e com estudos académicos de relevo, assim o determinaram, ou não estivéssemos em terras do nosso estouvado primeiro rei (que me perdoem Coimbra e Viseu). Deixamos de conhecer os projectos grandiosos da cidade-berço, a eterna rivalidade inter-Minho, os pensamentos profundos da intelectualidade vimaranense e as pormenorizadas descrições das Nicolinas e Gualterianas. Deixo aí o seu genial logótipo, como recordação dos tempos em que se discutia o pensamento e a condição da Vimaranensidade.
segunda-feira, abril 30, 2007
domingo, abril 29, 2007

Estive ontem para ir ver o Boavista-Porto, mas o preço dos bilhetes (o mais baixo era de 30 €uros e ao lado da torcida portista) levou-me a dar meia volta. Com pena minha, reflecti depois. Os rapazes do Bessa puxaram dos galões e deram uma ensaboadela de futebol à malta de contumil, que julgava que as últimas jornadas seriam um passeio. Claro que os adversários ganharam fôlego com o precioso auxílio do juíz da partida, que se lembrou de inventar um penalty e expulsar o guardião do Lieschenstein (enquanto perdoava a alguns jogadores portistas um duche mais cedo). Mas em vão. A defesa axadrezada, comandada pelo enorme Ricardo Silva, a tudo resistiu. Pacheco mostrou quem manda no Bessa, cobrando a traição de Jesualdo no início da época.
Hoje temos o último grande clássico nacional do ano. Ver-se-á quem ganha, a experiência do Benfica ou a juventude do Sporting. Os lagartos têm por eles um conjunto animado pelos últimos resultados, menor desgaste físico e um treinador que bate aos pontos o nosso Santolas. Nós temos a dita experiência, jogadores com garra e talento que sabem bem como vencer o Sporting (só cá faltava Geovanni) e a tradição joga a nosso favor: somos a equipa em pior posição, logo a que tem mais hipóteses de ganhar. O duelo está marcado para mais logo. Puxe-se o lustro às armas e conserve-se o sangue frio, por cima de um turbilhão de emoções.
quinta-feira, abril 26, 2007
25 de Abril em 2007

domingo, abril 22, 2007
Com o arsenal de armas e propaganda de instigação ao ódio na posse dos skinheads detidos no outro dia, ainda me pergunto porque razão algumas pessoas falam de censura, ou dizem que ideologias destas se combatem com ideias e sólida argumentação. Concordo perfeitamente com esta última premissa, mas convém lembrar que os detentores de semelhante material não estão interessados em discutir ou debater ideias, mas tão somente em bater e pregar o ódio. Nem sequer se pode falar de fascismo: o que aqui há é barbarismo do mais puro, ligado a estranhas mitologias pagãs.
Por outro lado, também não concordo que haja um aproveitamente da vitória de Salazar no concurso da RTP, ou um ressurgir do saudosismo do Estado Novo. É que se a pandilha de Mário Machado existisse e tomasse as mesmas atitudes há quarenta anos, era certo que o "Botas"seria bem menos brando do que as presentes autoridades e poria toda esta malta em Caxias ou em Peniche.
"Os nossos "oxfordianos" de serviço podem pensar que essa velha França está "fora da história"e dar-lhe conselhos como os amigos de Job..."
Na mouche. Directamente dirigido para o nihilista que escreve na última página do mesmo jornal (previsivelmente com a ressaca etílica habitual), ou para o ex-moísta que semanalmente no Expresso nos recorda a importância de usar tweed em Oxford, e que isso está directamente ligado à menor intervenção do Estado.





