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quinta-feira, setembro 12, 2013

Sérvios vs croatas (e quem se trama é o jogador do Benfica)


Dobrado o século e o milénio, o ódio entre sérvios e croatas permanece intacto. Não espanta. Passaram poucos anos desde que se andaram a matar uns aos outros com particular crueldade, digna de gente tão amável como Átila, o Huno. Para além dos julgamentos na Haia, dos terrenos minados na Bósnia, dos problemas com o Kosovo e de outras questões pendentes, a faísca entre os dois povos "eslavos do Sul" vê-se no futebol (onde mais?). Pela primeira vez, Sérvia e Croácia enfrentaram-se em jogos oficiais. Em Março, os croatas tinham ganho em Zagreb. Agora, no "Marakana" de Belgrado, as duas selecções empataram a um golo, e os sérvios disseram praticamente adeus ao Mundial do Brasil.

Em nenhum dos dois jogos estiveram presentes adeptos da equipa visitante. Não haveria certamente lugar seguro onde os colocar, nem a sua protecção estaria garantida. Isso ficou bem visível quando tocaram os hinos no jogo de Belgrado: o da casa entoado com vivacidade; o da Croácia nem se conseguiu ouvir, tais eram os ruídos e pateadas da parte do público.
 

 
Mas o momento do jogo, já de si quezilento, que serve de demonstração a essa rivalidade foi o da falta assassina de um defesa croata a Sulejmani, que ia embalado com a bola: o agressor nem a viu, antes atropelou o sérvio com toda a intenção e brutalidade. Escusado será dizer que viu vermelho directo e que quase via um par de tabefes. Mas com isto, demonstrou com toda a clareza a inimizade que permanece entre aqueles dois povos, agora materializada no relvado. E ainda nos conseguiu lesionar o jogador do Benfica, o carniceiro. Como se não bastassem os que já estão na enfermaria.


sexta-feira, novembro 23, 2007

Missão cumprida, Croácia

Não me vou pronunciar sobre a nossa passagem a uma fase final de um campeonato europeu pela 4ª vez consecutiva (o que é um feito, certamente). Um jogo decisivo que acaba a zero, toda a equipa a defender e com alguns nervos não merece muitas linhas. E sobretudo porque quase não vi o desafio, antes ouvi na rádio a 1ª parte, e depois, estando num jantar para o qual tinha sido convidado, apenas pedia para ver o resultado fina. Ao ver os jogadores abraçados com visível alívio percebi que a missão, pior ou melhor, tinha sido cumprida. Mas deu saudades daqueles jogos como o 3-0 sobre a Irlanda, e consequente satisfação e festejos nas ruas.
Mas pior, muito pior, estão os ingleses. Com o pássaro na mão, foram batidos em casa pela Croácia e não vão ao Europeu da Áustria-Suíça. Tanto melhor. Não teremos de aturar (tantos) hooligans, a sua ridícula mania de que são melhores, as suas tristes figuras e mais desempates por grande penalidade. E para mais devem estar arrependidíssimos de substituído Sven Goran Eriksson, o melhor técnico que tiveram na(s) última(s) década(s) e que tanto se esforçaram para mandar embora, com as suas críticas e insultos. E assim o correcto sueco viu, sem fazer por isso, uma qualquer mão invisível e justiceira aplicar uma bofetada de luva branca àqueles que se reclamam serem gentlemen e que tanto gostam de dar azo a uma pretensa superioridade civilizacional que só o Prof. Espada e quejandos conseguem divisar.