E pronto, a França voltou a ser a Bête Noire da selecção e a vencer sem convencer nem merecer. Mas ao menos Deschamps teve a giragem de tirar Mbappé quando era devido.
sexta-feira, julho 05, 2024
O carrasco do costume
sexta-feira, março 31, 2023
Desvarios do "nosso" jornalismo
Não resisto a este desvario do nosso jornalismo: a dada altura do jogo entre o Luxemburgo e Portugal, no último Domingo, que acabou com meia dúzia de "secos" infligida à equipa do grão-ducado, saiu um jogador luxemburguês com uma tatuagem de uma ave no pescoço. O comentador televisivo, de imediato, afirmou que era um sinal de pertença usar uma tatuagem "da águia do Luxemburgo".
Pena é que o símbolo do Luxemburgo seja um leão rampante e que a ave da tatuagem fosse uma coruja. É o que acontece quando os comentadores desportivos decidem encher chouriços durante a partida, desatando a inventar. Qualquer dia surge um jogador sportinguista com uma tatuagem de uma andorinha e há de aparecer alguém a referir-se à "águia do Sporting".
Ah, e claro, também houve isto. Se não conseguirem ver, é a página de Facebook de Ribeiro e Castro em que ele mostra uma reportagem na RTP-3 em que o ministro do Interior francês se refere à violência de grupos de "extrême gauche" e nas legendas aparece "grupos de extrema-direita". Julgo que podemos falar num pequeno finis hebdomadis horribilis ("fim de semana" em latim macarrónico) para o jornalismo português.
quinta-feira, junho 17, 2021
Importações da Hungria
segunda-feira, julho 11, 2016
Campeões da Europa
domingo, julho 03, 2016
Por uma missão redentora
quinta-feira, junho 23, 2016
Hungria-Portugal
Sim, a selecção da Hungria voltou em grande depois de 30 anos de ausência, e até agora, podem ser apelidados de novo de "Invencíveis Magiares". Puskas e Czibor ficariam orgulhosos. Só o Kiraly, que tive oportunidade de insultar há muitos anos no Bessa, numa Boavista-Hertha, desiludiu e talvez não tenha impressionado Meszaros.
segunda-feira, dezembro 14, 2015
Áustria-Hungria
quarta-feira, julho 01, 2015
Sub-21, talentosos mas sem troféu
sábado, novembro 29, 2014
E ensinar a alguns jornalistas algumas noções de geografia política?
E ontem, mais uma falha, esta quase burlesca: aquela em que um jornalista, nos Emirados Árabes Unidos, relatava a visita de Cavaco Silva à federação da Arábia, dizendo que o chefe de estado português seria recebido pelo "príncipe herdeiro e presidente da república". Um paradoxo só explicável por se tratar de uma monarquia electiva, mas que nem por isso se trata de uma república, nem tem um "presidente".
segunda-feira, junho 23, 2014
Desconsolo e desperdício
segunda-feira, junho 16, 2014
Recado à equipa nacional
Cara Selecção, não te esqueças que não estás em território desconhecido: essa cidade onde mais logo vais jogar foi fundada e erguida por portugueses, bem como as suas centenas de igrejas e a sua cultura mestiça, e serviu como primeira capital do território brasileiro por ordem do seu primeiro governador-geral (e fundador) Tomé de Sousa, ainda antes do Rio. A arquitectura que vês no centro, as igrejas, o pelourinho, os palácios, são tudo obras de portugueses (o resto deixámos aos bahianos indígenas, embora tenhamos dado alguns empurrões, nem sempre muito exaltantes, como os escravos trazidos de África, antepassados dos muitos negros dessa cidade). Não te esqueças igualmente que a cruz de Cristo que figurava nas naus de Pedro Álvares Cabral é a mesma que trazes incrustada na tua camisola. Por isso, reflecte nisto antes de enfrentares uma mannschaft cujos adeptos têm mais a ver com as regiões lá de baixo, em Porto Alegre, e honra os teus símbolos e a tua memória em terras que os teus ajudaram a construir. Só te peço isso.
Adenda - das três, uma: ou não leram este recado, ou uma mãe-de-santo lançou um mau olhado (o que explica as lesões de Coentrão e Almeida, e outras coisas) ou a recuperação de Schumacker deu uma imparável energia aos teutões. é que ao fabuloso dia desportivo para os alemães corresponde uma desastre incrível para Portugal, que sofre a maior goleada de sempre em Mundiais, perde dois jogadores por lesão e outro por castigo, e fica dependente dos próximos resultados e até da combinação de jogos entre terceiros.
terça-feira, novembro 19, 2013
Ousar jogar, ousar vencer!
quarta-feira, junho 27, 2012
A eterna refrega com os vizinhos
sexta-feira, junho 22, 2012
Declaração a Karel Poborsky
Caro Poborsky, gostava muito quando te via jogar, mas desculpa lá, ainda gostei mais de ver a tua "maldição" definitivamente afastada.
quinta-feira, junho 21, 2012
Críticas não são depreciações
Antes eram as críticas a Cristiano Ronaldo, esse "arrogante endeusado" que "na Selecção nunca joga nada". Passou a Holanda e "onde estão os que criticavam Ronaldo", que "deu aos caluniadores uma bofetada de luva branca"? Dos que são visceralmente anti-Cristiano não sei, mas pela minha parte vociferei furiosamente contra o craque do Real Madrid no jogo com a Dinamarca porque me pareceu realmente displicente e negligente, pouco trabalhador e solidário, a léguas do que costuma jogar em Espanha, e isso podia custar caro à equipa. Criticar quando as coisas estão mal não é anti-patriotismo nem coisa parecida: é apontar erros, repreender, espicaçar, até. E parece que o craque português se sentiu espicaçado a sério, porque dois golos, duas bolas no poste e mais um conjunto de jogadas e passes perigosos são próprios de quem acusou o toque. É o velho problema da liberdade de expressão, agora aplicado ao futebol: é muito fácil ser-se tolerante quando as críticas não se aplicam a nós, mas se alguém se lembra de fazer juízos menos abonatórios a algo a que se tem ligações, tem de contar com fúrias desusadas e acusações de ser anti-qualquer coisa. Sim, haverá em Portugal adeptos do "anti-ronaldismo" (como lhe chama Pedro Lomba em artigo recente, considerando que esta é a "melhor selecção de sempre", um exagero oposto ao de Miguel Sousa Tavares, que ele cita, e que se auto classifica como sendo"anti-Selecção"), que normalmente na guerra de craques preferem sempre Messi. Mas não são certamente todos os que o criticaram quando merecia. Ronaldo é um atleta impressionante, tem uma força de vontade e de trabalho e uma capacidade física do outro mundo, e só por grosseiro cinismo se pode não ficar espantado com a quantidade infinda de golos que marca, alguns de execução bem complicada. mas não ha nenhum dogma que o proteja nos maus momentos, até porque reúne boa parte dos defeitos dos futebolistas que ascenderam ao estrelato (a que chegou com grande mérito, diga-se).
quinta-feira, novembro 17, 2011
terça-feira, agosto 23, 2011
quarta-feira, setembro 15, 2010

domingo, maio 30, 2010
quinta-feira, julho 24, 2008









