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domingo, março 18, 2018

Os limites de Stephen Hawking


Na semana em que desapareceu Stephen Hawking, falou-se, entre outras coisas, da sua relação com a religião, e na sua descrença em Deus, ou mais precisamente, acreditava que Deus não existia, segundo o próprio, o que faz supôr que não tinha certezas sobre isso. Lá está, o mistério de Deus é tão grande e o entendimento da metafísica tão complexo que nem  mais prodigiosa inteligência humana o consegue atingir.

Mas entre a sua obra, a vida e as ideias, tão faladas nos últimos dias, uma das últimas imagens que guardei de Hawking era diferente e mais leve, e levava um toque de classe, além de demonstrar o seu sentido de humor.

sexta-feira, setembro 27, 2013

Os veículos das campanhas


Habitualmente sigo muito cada eleição autárquica. É por aí que se conhece o chamado "país real", que se ouve falar de terras até aí desconhecidas (conheci de nome imensos concelhos só por causa destas eleições), que se vêm as mais divertidas e disparatadas campanhas, que se viaja no fundo um pouco por todo o território. E até o peso sociológico dos partidos pode ser avaliado com o passar dos tempos - concelhos que com a mudança do presidente passam a mudar a cor do voto em todas as eleições, por exemplo, o desaparecimento do CDS da Beira interior, onde já dominou, a menor influência do PCP no Alentejo e na "cintura industrial de Lisboa", etc.

Para além dos resultados, sigo as campanhas. E esta, a par dos "tesourinhos das autárquicas", dos comícios-concerto e dos porcos assados, revelou um fenómeno curioso: a Vokswagen Kombi, ou Transporter, vulgarmente conhecida como "pão de forma", tornou-se um dos veículos mais usados na propaganda eleitoral. Esta velha e fiável carrinha, venerada pela geração flower-power, é um dos grandes mitos automóveis, pelos milhares de unidades construídas e por um certo romantismo construído à sua volta. E muitas foram recuperadas para andar pelos concelhos fora, como veículo de campanha (literalmente), com alguns resultados engraçados. Na de Rui Moreira, por exemplo, a "pão de forma" tornou-se num ex-líbris da sua campanha, sempre com a "juventude moreirista" em grande algazarra. Em Bragança, Júlio Meirinhos, o ex-autarca de Miranda e antigo Governador Civil que tenta reconquistar a capital do Nordeste transmontano para o PS, usa uma como sede móvel de campanha. e tenho notícias de outras, que agora não me ocorrem.


 
Simplesmente, soube-se há pouco que a Volkswagen não mais produzirá as "pães de forma", fechando a última linha de montagem, no Brasil, no fim do ano, devido a novas regras de segurança que não são adaptáveis às célebres carrinhas. A notícia não apanhou ninguém de surpresa, já que se previa o fim muito próximo. Assim sendo, o que motivará o seu uso massivo nas eleições, ou noutros contextos (ambulâncias, por exemplo)? Será o revivalismo que surgiu de súbito com o pré-anunciada fim de linha? Ou o espírito "peace and love" invadiu as campanhas eleitorais? Olhando para as habituais guerrilhas, parece menos provável do que a primeira hipótese. Ou talvez quisessem manter um espírito de romantismo, ou uma imagem de irreverência, de "juventude", para cativar os eleitores. De facto, as campanhas autárquicas precisam de algum sangue novo, se bem que por vezes exagerem e acabem em autênticas criancices. Seja como for, as históricas carrinhas dão mais cor e simpatia às campanhas. Por mim, podem continuar, até porque, avaliando o enorme número que saiu das linhas de montagem, não vão desaparecer assim tão cedo.

terça-feira, janeiro 22, 2013

Sucesso no "Dakar"


O "Dakar" de 2013 chegou ao fim, e Ruben Faria ficou em segundo lugar na prova de motas, a melhor posição de sempre de um português na competição. Para um auxiliar do seu companheiro e estrela da equipa, numa prova dificílima, é um resultado soberbo e que merecia maior atenção, tanto mais que num tempo de depressão colectiva (ou eufemisticamente falando, pior humor), as boas notícias de feitos portugueses devem ser sempre tidas em conta.
 
Mas reportando-me ao post anterior, e tendo em conta que a prova, que se mudou para a América do Sul e para o Atacama há uns anos por medidas de segurança, conserva símbolos do traçado original pelo Norte de África (a começar pelo nome, que inicialmente até era Paris-Dakar), pergunto-me se o logótipo irá permanecer? É que alguns tuaregues, outrora com uma imagem pacífica, ficaram conotados com o jihadismo e fanatismo islâmico, principalmente os do Ansar Dine. Conservar-se-à a imagem gráfica, símbolo de exotismo e aventura, ou, para não enaltecer o fundamentalismo maometano, será a prazo substituída por qualquer logótipo estilizado de um inca do Atacama?
 


 

quinta-feira, julho 05, 2012

Pininfarina


Sergio Pininfarina (1926 - 2012)
Desapareceu o grande arquitecto do design automóvel dos últimos cinquenta anos.











(Pronto, o primeiro não é da autoria de Sergio, embora seja obra da Pininfarina, mas não resisti...)