No meio de tantos encómios e "felicidades" pela escolha de António Costa para presidir ao Conselho Europeu, não vi quase ninguém falar da outra estreante em altos cargos, a estoniana Kaja Kallas. E erradamente, a meu ver. Se há uma coisa que se pode prever desde já é que ela não vai dar má imagem à política externa da UE.
sábado, junho 29, 2024
quinta-feira, junho 13, 2024
Rescaldo das europeias
As europeias já ficaram para trás, mas há lá coisas que me continuam a intrigar. Por exemplo, o facto de o PS ter voltado a ganhar com uma cabeça de lista sofrível (embora não tanto como o esquecido Pedro Marques). Como é que Pedro Nuno Santos pode afirmar que ao ficar em primeiro lugar o PS é "o maior partido nacional"? São as europeias que determinam isso? É que nem o PS europeu ficou em primeiro e até baixou. A única coisa que PNS pode festejar é o facto de ter evitado a 4ª derrota seguida e portanto ter ganho algum fôlego. E no entanto talvez tenha convencido Montenegro, que, num amaciado discurso eleitoral, deu-lhe algumas benesses, com o apoio à candidatura de António Costa ao Conselho Europeu e os elogios ao trabalho de José Luís Carneiro. Abstenção do PS ao próximo orçamento à vista?
quarta-feira, maio 01, 2024
Novo (FC) Porto?
Não é de todo a minha "colectividade", mas vivo no Porto e a coisa não me é totalmente indiferente. Obviamente não desejo felicidades desportivas a André Villas Boas. Mas só o facto de não ter sido apoiado por Macacos, Pidás e restante súcia e de se ter rodeado de gente minimamente normal já valeria sempre a pena. Espero que corte de raiz com isso, o que parece provável vistas as ameaças que recebeu, e que tenha sido o canto do cisne para certas pessoas que só davam mau nome à cidade e região do Porto. Já tardava.
quinta-feira, abril 25, 2024
25 de Abril sempre
Num dia saturado de 25 de Abril, como não poderia deixar de ser. faço apenas a homenagem a Salgueiro Maia, que bem merecia ter continuado cá mais uns anos: um homem que deu o peito às balas no 25 de Abril, arriscando perigosamente a vida (que teria perdido não fosse a desobediência do alferes Sottomayor); que, facto pouco conhecido, pôs-se à disposição de Ramalho Eanes pouco antes do 25 de Novembro; e que nunca pediu nem recebeu qualquer recompensa, honraria ou homenagem em vida.
terça-feira, abril 23, 2024
José Maria Brito (1976-2024)
Muitas coisas poderia dizer e recordar do José Maria Brito, com quem raramente estive nos últimos anos, dada a dinâmica da sua vida, embora recorde o livro sobre o Conde de Lippe que ele e o Luís me deram há um ano, da autoria do seu tio António Pedro Brito, infelizmente também já desaparecido, numa comemoração do Ponto SJ, de que o Zé tinha sido fundador.
domingo, abril 21, 2024
Portugal retro-futurista
Poor Things (Pobres Criaturas) é provavelmente o primeiro filme de grande distribuição internacional em que o nome das duas principais cidades portugueses é referido. Veja-se: Lisboa é um dos locais da acção, o seu nome é aludido, ao mesmo tempo que uma personagem pede um Port(o). Depois, a imagem da foto mostra-nos uma Lisboa retro-futurista, a lembrar aqueles projectos de como no Séc. XIX se imaginava que seria o futuro, com enormes geringonças a vapor pelos céus. Mas olhem para os edifícios à direita na foto: em primeiro plano, o Convento do Carmo. Atrás aparece claramente a Sé do Porto. Uma imagem de uma Lisboa alternativa em que o Porto não fica de fora.
quinta-feira, abril 18, 2024
Notre Dame recordade e reconstruída
Esta semana revi um filme de há apenas dois anos sobre um acontecimento ocorrido há cinco: Notre Dame Brûle, no original. Na altura não me lembrei logo que passavam 5 anos do pavoroso incêndio da igreja-mãe dos franceses. O filme assou discretamente nas salas, apesar de ser de um cineasta consagrado, Jean Jacques Anaud, e é pena. Com emoção e adrenalina q.b., mostra todo o processo do incêndio e as dinâmicas dos intervenientes: dos bombeiros para apagar as chamas sem provocar o colapso de todo o edifício, embora não evitando a destruição da flecha central, dos responsáveis de conservação para salvar as relíquias lá guardadas (com algumas cenas burlescas, como a vinda desesperada do curador para apanhar um comboio suburbano para Paris), das autoridades e das decisões difíceis a tomar, dos parisienses e a sua angústia e dos fiéis e a sua fé, reunidos em vigília e orando frente à catedral.
sexta-feira, abril 12, 2024
A homenagem a Sven Goran Eriksson
O jogo de ontem com o Marselha valeu por uma escassa vitória com sabor agridoce. Mas valeu muito mais por causa disto. Homenagear a tempo os que nos honraram é uma regra moral básica. Tivemos de novo o treinador que há 34 anos comandou o Benfica na mítica vitória "manual" contra o mesmo Marselha nas meias finais da TCE, com 120 mil nas bancadas.
terça-feira, abril 09, 2024
Identidade, família e liberdade (?)
O novo livro "Identidade e Família" tem atraído as atenções por servir de pretexto a Passos Coelho para um novo discurso político mas também porque colheu vitupérios bizarros, havendo logo quem o associasse à extrema-direita e ao conservadorismo político (que não são só são diferentes como muitas vezes se excluem, coisa que os ignorantes políticos desconhecem). Pelo que apurei, o conteúdo é muito diverso, tal como os seus autores - tenho sérias dúvidas de que Bagão Félix, Manuela Eanes, Frei Fernando Ventura, Vasco Magalhães ou Guilherme de Oliveira Martins sejam sequer próximos da extrema-direita - e há matérias que se aproveitam e outras que se dispensam.
Mas as reacções é que são de espantar. Uma delas, vinda de uma das zelotas de serviço, é de se tratar de "inimigos da liberdade". Uma jornalista chegou a insinuar que uma vez consagrados na lei o aborto e a eutanásia, opinar contra seria "ilegítimo". Ora se há uma manifestação de liberdade que se veja é precisamente a de expressão, livre opinião e debate de ideias. Ataque à liberdade é o que praticam algumas das críticas, que se pudessem proibiam o livro. E ainda dizem defenderem os "ideais de Abril". Nota-se. Até por isso a sua edição é bem vinda.
quarta-feira, março 27, 2024
O primeiro dia
As cenas ontem no Parlamento lembraram muito aqueles primeiros dias na escola.
sábado, março 23, 2024
Acontece na Rússia
Os atentados na Rússia tinham na cara o modus operandi dos jiadistas, foram reivindicados pelos jiadistas, mas o habitual bobo de serviço, Medvedev, veio logo dizer que tinham sido os ucranianos.
quinta-feira, março 21, 2024
O Chega não é o PRD. Mas também pode ser.
Nas reacções aos elevados números alcançados pelo Chega nas legislativas veio logo à memória o PRD - que, em 1985, acabado de nascer, teve logo 18% e 45 deputados - seguido de numerosas negações das semelhanças, começando, como seria de esperar, por elementos do próprio Chega ou terceiras figuras do PSD que desejam a coligação com este último, mas também da parte de colunistas, como um recente artigo de João Miguel Tavares.
E, de facto, há inúmeras diferenças: o tempo é outro, a ordem internacional é completamente diversa, o PRD era uma organização muito personalizada no General Eanes (que aquando desse estrondoso resultado nem podia estar no partido por ser o Presidente da República em exercício), ideologicamente pouco consistente (andaria ali pelo centro-esquerda e muitos elementos vinham do PS) e surgiu em pleno governo do Bloco Central, que tinha de gerir mais uma intervenção do FMI e uma austeridade talvez pior que a dos anos 2011-2014. Além disso, o PSD entrou em ruptura com o dito governo, de que fazia parte, com um novo e disruptivo líder, Cavaco Silva.
Mesmo nos resultados há diferenças, já que o Chega teve números ligeiramente melhores. Além disso, o crescimento do Chega insere-se numa onda de partidos nacionais-populistas de direita, ainda que com objectivos e dinâmicas diferentes, coisa que os renovadores não tinham nos anos 80. André Ventura, antigo comentador de futebol, não tem a aura de Eanes, do militar que enfrentou e venceu o PREC, mas tem uma vantagem: a de querer conquistar mais votos e não se fazer de rogado. O General, quando finalmente liderou o PRD, como que se intimidava no apelo ao voto. Talvez por ser demasiado honesto para o fazer. O PRD podia talvez ser considerado radical, mas de centro, como mais tarde o seria o italiano Movimento Cinco Estrelas, hoje também em refluxo.
Sim, vivemos num tempo e em circunstâncias diferentes e o Chega é programática e ideologicamente muito diferente do PRD. Mas também tem semelhanças óbvias. Começa logo na excessiva personalização do partido na figura do "líder", apesar das diferenças entre Eanes e Ventura atrás mencionadas. Depois, o voto de ambos é extremamente heterogéneo: no Chega cabem saudosistas do Estado Novo, adeptos de um sistema presidencialista à americana, exilados oportunistas do PSD e do CDS, elementos de "boas famílias" ligados a correntes mais conservadoras do catolicismo e aficionados aos touros, e muitos, muitos descontentes e muitas pessoas frustradas, sobretudo nas áreas suburbanas e no sul do país, que não olhando para Ventura como um salvador, votam mais por raiva, dizendo, nalguns casos mais lúcidos, que votam não para dar o poder ao Chega mas para pressionar os partidos do "centrão" à prática de melhores políticas.
No PRD votavam trânsfugas do PS ou ex-reformadores da AD, antigos esquerdistas, adeptos de um regime mais presidencialista e muitos descontentes com a terrível fase de austeridade e desesperança que se vivia. Ou seja, tirando as referências ideológicas, que aqui são as que menos contam, o tipo de eleitorado é muito parecido. Mesmo geograficamente não andam longe um do outro: se o Chega conseguiu lugares em Trás-os-Montes e na Beira Interior, ganhando no Algarve, o PRD, sendo mais fraco no interior Norte, tinha grande predominância no Ribetejo (como o Chega) e na Beira Baixa, de onde provinha o General Eanes, e ambos ganharam muitos votos nos subúrbios de Lisboa, do Porto e na Margem Sul do Tejo.
Ou seja, o grosso dos votos vem por descontentamento das políticas seguidas e dos políticos que exercem o poder e menos por razões doutrinais. Vejam-se outras semelhanças, embora talvez mais por coincidência: o PS, antes no poder, é o que mais perde, vendo fugir boa parte do eleitorado; o PSD, agora em versão AD redux, ganha novamente com menos de 30% e terá de governar na corda bamba da minoria. E dizer-se que os eleitores já não prezam a estabilidade é uma falácia: há pouco mais de dois anos, quando o BE e o PCP chumbaram o orçamento do PS, deram-lhe uma inesperada maioria absoluta, perdendo inúmeros votos e lugares.
O apreço pela estabilidade e a "paga" em menos votos por quem derruba governos por perrice continua a ser norma. André Ventura sabe isso e por essa razão vem dizendo que tudo fará para conservar um governo estável e de quatro anos. Pedro Nuno Santos, embora na oposição directa, também dá mostras de não querer ficar com a culpa de um derrube precoce. Ainda assim, se o futuro governo se mostrar minimamente competente e Montenegro gerir a situação com habilidade, qualquer passo em falso vindo da oposição poderá ser fatal.
É por isso que não acredito que numas próximas eleições o Chega caia para os 4,9% e os escassos sete deputados que calharam ao PRD em 87, com Eanes na liderança directa, nem parece que Montenegro tenha o êxito de Cavaco (que colheu os frutos da austeridade e da entrada na CEE). Ainda assim, e com 50 deputados, alguns deles de duvidoso préstimo e comportamento, o Chega não só pode não subir mais como pode mesmo levar uma queda apreciável. Demasiado tacticismo e sede ao pote do poder conduzem a erros. Por isso, o Chega não é o PRD, mas também o é em parte.
Já agora, tecendo comparações com os partidos de meados de 80 e aproveitando a nova biografia de Francisco Lucas Pires, de Nuno Gonçalo Poças, recordo que o então líder do CDS foi o pioneiro do liberalismo político do pós-25 de Abril, e, depois dos mini-estados gerais da direita liberal que foram as sessões do Grupo de Ofir, viu o seu projecto diminuído e secundarizado pela entrada de rompante do PRD e, mais importante, de Cavaco Silva. Isto devia fazer pensar a Iniciativa Liberal, um pouco herdeira desse pensamento (embora Lucas Pires fosse mais liberal-conservador), que também estagnou nesta eleição e se encontra também ela num caminho incerto.
Sim, não estamos em 1985, mas 1985 não é assim tão completamente diferente.
Adenda: de qualquer forma, no lançamento do livro, estará um dos herdeiros políticos mais directos de Lucas Pires, Paulo Rangel, seu antigo assistente universitário em Ciência Política, e que me lembrou agora que no dia em que fiz o exame a essa cadeira, Pires, o seu regente, se filiou no PSD.
quarta-feira, março 20, 2024
Foto da semana
Uma fotografia que tem tudo a ver com esta semana em que se comemora o Dia do Pai, em que as atenções estão viradas para Belém e em que o país se despediu do poeta Nuno Júdice, que morreu no Domingo: o meu Pai, de costas, cumprimentando o Presidente, vendo-se Nuno Júdice imediatamente à direita, na imagem. Mateus, Setembro de 2019, atribuição do Prémio D. Dinis.
quinta-feira, março 14, 2024
APV
Já se passaram alguns dias, mas até pela altura que era, de Óscares e jogos do Benfica (de fraca memória), é de assinalar a morte de António-Pedro Vasconcelos. Podia-se discordar em muitas opiniões e nem apreciar todos os filmes dele, mas era provavelmente o homem que mais sabia de cinema em Portugal, um grande benfiquista e um literato, que não tinha receio em exprimir as suas opiniões (poucos se lembraram que ele foi dos primeiros a opôr-se ao acordo Ortográfico, para além do mais mediático apelo a que a TAP continuasse pública) nem em defender o cinema para o público ou os clássicos portugueses dos anos 40.
terça-feira, março 05, 2024
Não se brinca com o feminismo
Impressionante. Para comemorar o seu aniversário, o Público convidou, como sempre, uma personalidade de fora para ser director por um dia. E de quem é que se lembrou, para também homenagear as mulheres? Maria Teresa Horta, que é simplesmente a primeira pessoa (e única, que me lembre) que se lembrou de exigir um pedido de desculpas ao suplemente satírico desse jornal à época, o Inimigo Público (hoje está no Expresso), por uma piada satírica que tinha "posto em causa a sua dignidade" e por "liberdade não ser licenciosidade". Pois, e feminismo também não é necessariamente liberdade, pelo exemplo dado por Horta e por algumas discípulas. Aparentemente fizeram as pazes, o que é bonito
sexta-feira, março 01, 2024
Napoleão ou Crimeia?
Em resposta aos avisos de Macron sobre a possibilidade de tropas da NATO poderem combater na Ucrânia, os "aliados" (ou seja, subalternos) de Putin já vieram comparar o presidente francês a Napoleão e recordar a desastrosa campanha da Rússia, de 1812.
Tem-nos surgido muitas vezes, da parte de russos ou de outros sectores putinófilos, a sempiterna chamada de atenção para os efeitos nefastos da invasão de 1812 e da Operação Barbarrosa pela Alemanha, em 1941. Mas a sua noção de história parece ser selectiva, que não vindo de quem vem não espanta. Primeiro porque Macron não propôs nenhuma invasão da Rússia. E depois porque se esquecem de outra campanha, essa desastrosa mas para a Rússia, que foi a Guerra da Crimeia, nos anos 1850, em que a França, o Reino Unido e o Império Otomano - hoje todos membros da NATO - impuseram aos russos uma pesada derrota, a devolução de alguns territórios e o seu enfraquecimento na zona do Mar Negro. Macron saberá certamente porque é que há o Boulevard de Sebastopol ou a zona de Malakoff, em Paris. Bem sei que os tempos são outros, mas isso vale para todos, e se é para fazer comparações históricas, vamos a todas.

terça-feira, fevereiro 27, 2024
Artur Jorge
Recordando Artur Jorge, falou-se sobretudo da sua carreira como jogador e treinador e dos títulos que ganhou, nomeadamente do facto de ter sido o primeiro treinador português a sagrar-se campeão europeu, pelo FCP, e o primeiro a ser campeão noutro campeonato europeu, pelo PSG - e infelizmente, também aquele que iniciou a maior crise desportiva de sempre do Benfica, quando chegou com aura de vencedor, entrando também a sua própria carreira de técnico em declínio. Falou-se menos de outras facetas, como a sua formação em filologia germânica, de ter lançado um livro de poesia nos anos oitenta e a sua colecção de arte e de discos de jazz e ópera.
quinta-feira, fevereiro 22, 2024
Sonsos, lunáticos e avençados na morte de Navalny.
A morte de Navalny teve as reacções esperadas da maior parte dos países, que condenaram e pedem explicações, do regime russo, que finge não saber de nada, e de alguns sonsos como Lula de Silva, que pede para não se tirarem conclusões precipitadas ao mesmo tempo que conclui que os acontecimentos em Gaza são comparáveis ao Holocausto. E depois, claro, as tiradas dos habituais idiotas úteis, alucinados ou avençados do regime putinista, que vêm com comparações com Assange, dizem que Navalny era "nazi", como um membro da ala puitnista da nossa tropa fandanga que trata o ébrio Medvedev por "o senhor Medvedev (sem ironia) ou lá, está, pedem que não se tirem "conclusões precipitadas" da morte do mais conhecido opositor de Putin, que estava na Sibéria. Claro que não, já é normal que os adversários de Putin "morram subitamente" no banho ou na prisão, caiam de janelas ou despoletem granadas nos aviões. Na Rússia (ou fora dela, no caso de refugiados políticos, como aconteceu àquele piloto russo em Espanha) é mesmo considerado morte natural. Imaginação têm, agora coragem como Navalny é que nem um pingo.
quarta-feira, fevereiro 14, 2024
O nosso homem em Persépolis
Morreu há dias Rui Patrício. Não o guarda-redes, mas o último ministro dos negócios estrangeiros do Estado Novo. Vivia no Brasil desde 1975, por opção própria. Já tinha 91 anos e pelos cargos que ocupou, viu certamente muita coisa. Há uma que certamente não desdenhou: ter sido o representante de Portugal na chamada "maior (ou mais dispendiosa" festa de sempre", a comemoração dos 2500 anos do Império Persa pelo Xá Reza Pahlavi. Provavelmente despoletou sentimentos de frustração no seu país que contribuiriam anos mais tarde para o seu derrube, tal o luxo, verdadeiramente oriental, de que se revestiu. A atestá-lo havia um documentário , como o nome, precisamente, de "A Maior Festa do Mundo".
Mais do que isso, os convidados estavam entre as maiores personalidades políticas do tempo. Não estavam Nixon, Brejnev, Mao ou a Rainha Isabel II, que enviaram os seus representantes (no caso da Rainha era o próprio Príncipe Filipe) e foram boa parte das casas reinantes na Europa ou príncipes, como Juan Carlos de Espanha, ou os líderes do Bloco de Leste, como Ceausescu, e ainda Hailé Sellasié, da Etiópia, o Marechal Tito, Mobutu, Suharto, Rainier e Grace do Mónaco, os presidentes do Brasil, Turquia, Índia, os emires do Golfo, etc, etc. Estadistas, facínoras figuras mais e menos relevantes, havia de tudo. Patrício lá estava, como representante de Portugal, e não deve ter dado o tempo como perdido.
quinta-feira, fevereiro 08, 2024
Trump Carlson em Moscovo
Depois de se dizer que era mero boato, Tucker Carlson, que acabou despedido da Fox por confessar em privado que tinha dito disparates em notíciário, lá entrevistou Vladimir Putin, para "esclarecer os americanos da verdade", como se Putin não a tivesse divulgado em inúmeras ocasiões, embora nem sempre com a mesma base. Escolheu bem o dia: o mesmo em que a candidatura de Boris Nadezhin, o único contra Putin, acabou recusada, como acontece sempre que há um candidato contra o incumbente.

