Rui Rio voltou a ganhar a presidência do PSD. Fica-me a dúvida: se perder as legislativas, permanece no cargo? Pareceu-me ouvi-lo dizer há tempos que não faria sentido perder duas legislativas e continuar no cargo. De resto, não me lembro de nenhum líder do PSD ou PS perder duas legislativas seguintes e continuar, tirando o caso de Mário Soares conta a AD, até porque eram intercalares e sabia-se que haveria nova eleição no ano seguinte. E se Rio não ficar, Rangel candidata-se de novo à liderança?
domingo, novembro 28, 2021
sexta-feira, outubro 01, 2021
Outras consequências da conquista de Lisboa
Ainda sobre as autárquicas, a conquista de Lisboa pela coligação liderada pelo PSD pode ter outras consequências a médio prazo. Dizia-se, aquando da apresentação de Carlos Moedas como candidato, que uma eventual vitória poderia ser um trunfo para Rui Rio mas também uma ameaça, já que o ex-comissário europeu seria então uma forte hipótese para a liderança do partido.
Julgo que esse cenário é improvável. Recém chegado à câmara, e com muito trabalho pela frente, Moedas não deve estar certamentea pensar em liderar o partido. É verdade que a presidência da CML é tida como um trampolim para voos maiores, com propriedade, tendo em conta os casos de Sampaio, Santana e Costa. Mas será ainda muito cedo para pensar em algo mais, até porque não faltam outros candidatos à liderança laranja. De resto, Rio marcou pontos com as suas escolhas certeiras, como Coimbra e Funchal, e, evidentemente, a capital.
É no outro partido do poder que este resultado pode ser mais determinante. Perdida de forma inesperada a governação Lisboa, o seu grande trunfo, Fernando Medina viu certamente esfumar-se qualquer veleidade a chefiar o PS no pós-António Costa. Isso abre ainda mais o caminho a Pedro Nuno Santos, que com a sua combatividade e o conhecimento (e controlo) do aparelho socialista, vê crescer amplamente as suas ambições a liderar o partido no futuro.
Sucede que, a ser este o cenário, aliás provável. Pedro Nuno herdará um PS desgastado pelo poder e pelos inúmeros problemas com que se deparou, alguns por culpa própria. Além disso, representa uma ala mais esquerdista do partido. O sempre decisivo eleitorado de centro, talvez agora menos numeroso, não deixará de olhar para o PSD como alternativa óbvia. Rio ou qualquer outro líder do partido terá então uma boa oportunidade para ganhar o poder, ou pelo menos de ficar em primeiro, a reboque e por via indirecta da conquista de Lisboa.
sexta-feira, janeiro 18, 2019
Momentos históricos
sábado, agosto 11, 2018
Setas vingativas
sexta-feira, julho 06, 2018
O Santana de sempre
domingo, fevereiro 18, 2018
Congressos tensos e congressos ignorados
quarta-feira, janeiro 24, 2018
Bancadas e eleições
segunda-feira, janeiro 15, 2018
O PSD de Rio
sábado, janeiro 13, 2018
As vitórias efémeras de Santana
terça-feira, março 08, 2016
Sobre a retirada de cena de Cavaco Silva
quinta-feira, maio 07, 2015
Perderam a cabeça ou querem perder de propósito?
terça-feira, fevereiro 25, 2014
Efeitos directos e colaterais do congresso do PSD
quinta-feira, fevereiro 13, 2014
As regras são para todos, até para Capucho
quarta-feira, janeiro 22, 2014
O tacticismo de Marcelo
segunda-feira, outubro 07, 2013
Aguiar-Branco, o McCarthy do PSD
quinta-feira, setembro 19, 2013
As dificuldades de Abreu Amorim
quarta-feira, julho 03, 2013
Vão marcando a data
segunda-feira, abril 15, 2013
A remodelação e os aparelhismos
A nomeação de Luís Marques Guedes para o lugar que era de Miguel Relvas e de Miguel Poiares Maduro para o Desenvolvimento Regional é um feliz acontecimento, num Governo com falta de boas notícias (por culpa própria, em boa parte). O primeiro é um político experiente, idóneo, competente e respeitado pelos adversários. O segundo é um jurista brilhante, especialista em direito comunitário (e ao que parece, não é pior nos domínios da cozinha), professor em Florença e com carreira no TJCE. Se era para mostrar as diferenças com Miguel Relvas e o seu nulo percurso académico, a comparação não podia ser mais avassaladora. Temos ainda novos secretários de Estado, entre os quais Pedro Lomba, como adjunto de Poiares Maduro. É caso para a blogoesfera rejubilar: um dos seus fundadores chegou ao Governo.
quinta-feira, agosto 09, 2012
Memórias vagas de um "sequestro"
quarta-feira, junho 08, 2011





