sábado, maio 14, 2016
Outras ameaças que não o fascismo
quinta-feira, abril 21, 2016
A bola por essa Europa fora
quarta-feira, fevereiro 18, 2015
Duas visões europeias opostas
terça-feira, fevereiro 25, 2014
Efeitos directos e colaterais do congresso do PSD
segunda-feira, maio 16, 2011
domingo, junho 07, 2009
quinta-feira, junho 04, 2009

quarta-feira, junho 03, 2009

(Imagem tirada do Ephemera, via Portugal dos Pequeninos)
quarta-feira, maio 20, 2009
terça-feira, maio 12, 2009
quarta-feira, abril 15, 2009
terça-feira, março 31, 2009

Entre as ligações que o Samuel faz saltou-me à vista o texto de João Marques de Almeida, com o título "O Mundo não vai virar à esquerda", como resposta a um artigo do Público de Domingo da outra semana, que perguntava precisamente se o mundo virara à esquerda.
As excepções contam-se pelos dedos, mas também as há. No Chile, por exemplo, a direita está à frente das intenções de voto, com o esvaziamento do estigma Pinochet. E mais casos haverá, certamente. Mas ainda não se percebeu bem se é um reflexo da crise financeira e económica que se abateu sobre o Mundo e a rejeição do liberalismo outrora triunfante ou se se trata de um novo ciclo para vários anos, mais estrutural que conjuntural.
É bem provável que a segunda hipótese esteja mais próxima da verdade. O momento lembra, e o artigo do Público também, o início dos anos oitenta, pela sua inversão, quando Tatcher e Reagan ascenderam ao poder por muitos anos, ao mesmo tempo que outras figuras tão diferentes de direita, como Khol ou mesmo a nossa "modesta" AD, ao passo que na América Latina predominavam os ditadores militares anti-comunistas, com o beneplácito dos EUA. E, tal como agora, a França ia em sentido contrário, dando uma forte maioria a uma coligação de socialistas e comunistas e elegendo Miterrand para a presidência.
Não significa isto que os Estados Unidos virem "socialistas". Tal não aconteceu na presidência de Clinton e nem sequer nos tempos do New Deal. Há coisas que fazem parte do código genético americano e que jamais desaparecerão. Uma certa independência dos poderes federais e um característico Do it Yourself são parte constitutiva desses genes. Mas as loucuras de Wall Street e o optimismo do mercado levaram a uma mudança de atitude. E é preciso não esquecer que o Congresso já tinha maioria Democrata desde 2006. Mais do que uma mudança abrupta, há algo de simbólico na ascensão de Obama à Presidência, que é a marca do fim desses trinta anos de conservadorismo.
A verdade é que não havia um domínio direitista absoluto do mundo, nem sequer ocidental. Mais depressa se verificava uma derrota da esquerda mais radical, com a queda do Pacto de Varsóvia e da URSS e a metamorfose da China em potência capitalista, e a conversão da esquerda moderada sob a forma da Terceira Via, protagonizada pelo New Labour de Blair e o abandono de uma política de nacionalizações e de apoio nos sindicatos. O que se nota agora é mais uma derrota de várias direitas (e mais um abandono do modelo liberal, para que volte dentro de anos, como sempre) e o consequente predomínio da esquerda em sua substituição. Um ciclo definitivo? Só para os entusiasmados do momento, que quando as suas facções ganham adquirem ou reforçam uma visão determinista das coisas. Continuará a haver ciclos consoante as circunstâncias e os acontecimentos favoreçam esta ou aqueloutra ideologia. Mas não tenhamos dúvida de que nos próximos tempos será sobretudo a esquerda a mostrar-se triunfante.
quarta-feira, fevereiro 04, 2009
Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, decidiu condenar Portugal por ter impedido a entrada do chamado "Barco do Aborto"* em porto nacional. Não deixa de ser uma novidade, esta invocação dos direitos humanos para esse tipo de actividades extra-curriculares de uma certa medicina. A ser assim, num futuro bem próximo, veremos o mesmo Tribunal criar um novo tipo de prémio destinado a recompensar a título póstumo, as experiências dos doutores Morell, Mengele e claro está, dos peritos soviéticos na ablação do córtex e do hipotálamo. A bem de um prometedor progresso da humanidade. O pior disto tudo é que fiquei muito ralado, porque ao ser condenada desta forma, a chamada república portuguesa acabou de subir um ponto na minha consideração. Será preocupante?
*Com a experiência que a História nos deu, a bandeira hasteada nesta traineira é um perfeito substituto da Jolly Rogers de outros tempos. Não está mal. É a tradição batava.
sexta-feira, janeiro 23, 2009

terça-feira, setembro 02, 2008

quarta-feira, julho 23, 2008

Radovan Karadžić está finalmente preso, depois de anos e anos de fugas e de interrogações sobre o seu paradeiro. Estava afinal de contas em Belgrado, sob a aparência de um pacato e barbudo especialista de medicina alternativa. O responsável por alguns dos piores crimes de guerra na Europa desde a Segunda Guerra (como os do cerco a Sarajevo e o massacre de Sebrenica), ex-líder dos sérvios da Bósnia e um dos homens mais procurados do Mundo poderá agora enfrentar a justiça do TPI da Haia. É o fim de uma longa perseguição e de muitas interrogações. Pergunto-me como terão reagido os comunistas do calibre dos nossos e os nacionalistas de extrema-direita, que nestas questões costumam adoptar posições muito idênticas (vide Milosevic).
Convém também recprdar que a Sérvia cumpriu mais uma das suas obrigações. Cabe à comunidade internacional e sobretudo à UE tomar isso em conta e não ignorar olimpicamente como aconteceu em 2000.
terça-feira, julho 08, 2008
Bela Crkva e os traços do Império
Recordando mais um texto de há uns tempos atrás do sempre indispensável Herdeiro de Aécio, sobre cidades prussianas que se tornaram polacas, alterando dessa forma o seu nome (o exemplo dado é o de Sttetin/Szczenin) e forçando as suas populações a emigração maciça, lembrei-me também dos casos, geograficamente mais a sul, das cidades do Império Austro-Húngaro. Essas não mudaram necessariamente de nome: algumas são conhecidas consoante a nacionalidade dos que se lhes referem. Noutros casos, porém, algumas designações perderam uso.
sábado, junho 14, 2008
Dizem que agora é preciso um «plano B». Como assim, um plano B? Este «Tratado de Lisboa» já era o plano B. Não se esqueçam que o plano A, a infame «Constituição», foi rejeitado por países que ninguém se atreve a deixar para trás. Talvez apareça então um «plano C» que consista precisamente em deixar para trás a velhaca Irlanda. Já sabemos que quem discorda das ideias eurobeatas merece «castigo». Eis a «Europa democrática» destas santas cabeças.
segunda-feira, fevereiro 04, 2008
Não estivessemos na Europa integrados e pelas minhas contas já teríamos presenciado meia dúzia de pronunciamentos militares desde 1976, seguindo a velha tradição inaugurada por Saldanha em meados do século XIX.
Este pensamento do Combustões, mostrando algumas das virtudes da UE e do seu modelo de delegação de poderes, merecia ser mais explorado, como uma espécie de "wath if" caso não tívessemos assinado nada nem em 1986 nem daí em diante. A ideia não é contudo nova: Mário Soares confidenciou certo dia que se isso não tivesse acontecido, teríamos mergulhado numa guerra civil. Vai nova antologia de contos no seguimento deste?

