Já se tornou quase moda criticar os posts de André Pessoa, mas a verdade é que eles traduzem o que de mais faccioso e exacerbado existe nos redneck portugueses. Desde a colecção de posts sobre " do ódio", até às acusações de que "Obama é a negação da democracia", passando pela "denúncia" de supostas gaffes do candidato que se prova não o serem, mostra-nos que há mais admiradores de Ann Coulter a escrever em português do que eu julgava. Depois, há os inevitáveis comentários, em que alguns anónimos completam a mesma toada com comparações da campanha de Obama com a de Salvador Allende, e até com Hitler (!), afirmações de que o "obamismo" é uma traição à América que só pode ser impedida pela "grande mulher" Sarah Palin, e ainda com acusações de que haverá votos comprados. Desaparecido há alguns dias, o incrível André Pessoa (bastas vezes secundado por Nuno Lobo) brinda-nos no seu último post sobre o assunto com a fantástica ideia que Andrew Sullivan, um dos mais conhecidos bloggers conservadores dos EUA, representa "a loucura da esquerda americana". E mais abaixo deixa-nos outra pérola: "se apoiantes de McCain inventam ataques e precisamente porque o ambiente e de terrivel hostilidade". Estão justificadas todas as invenções possíveis e imaginárias: "um ambiente de terrível hostilidade". Decerto que os comícios onde Sarah Palin acusa Obama de terrorismo e logo surgem alguns apaniguados a gritar "mata", além daqueles que acham que o democrata nem sequer é americano, e que os simples nomes Obama e Hussein o tornam logo num perigoso islamista, não cabem no conceito de hostilidade de Pessoa. Pelo contrário, são plenamente justificadas. O que eu gostava de saber é se algumas invenções da campanha de Bush contra McCain nas primárias de há oito anos também tiveram lugar num "ambiente de terrível hostilidade".
domingo, novembro 02, 2008
quinta-feira, outubro 30, 2008

É precisamente a "industrialização da cultura" que torna o francês mais rarefeito. Ligado a uma certa ideia de elegância e de allure, nega-se hoje em dia essa língua por não vir acompanhada da desenvoltura fácil do bad english ou do espanhol atamancado, para não falar do "spanglish". À parte epifenómenos culturais como a FNAC, que não exigem qualquer fidelidade linguística, o francês dá-se mal com a massificação e permanece um esteio de selectividade cultural.
segunda-feira, outubro 27, 2008
sexta-feira, outubro 24, 2008
quinta-feira, outubro 23, 2008
terça-feira, outubro 21, 2008

Outra polémica aconteceu quando visitou Saddam Hussein, no Iraque, mostrando-lhe a sua solidariedade quando já se antevia a invasão daquele país. A provocação não deixou os Estados Unidos indiferentes, mas Haider respondeu dizendo inclusivamente que Bush era um criminoso que devia ser julgado em tribunal internacional.
quarta-feira, outubro 15, 2008

Ainda outra coisa: eu farto-me de ouvir dizer que a senhora é "uma brasa", ou "uma lasca" e outros epítetos mais adequados a Deusas do Olimpo. Tudo porque chegou a Dama de Honor num concurso dos anos oitenta para Miss Alasca. Ainda se tratasse de uma Timoshenko, ou de uma Segoléne, ainda concordaria. Está tudo doido, ou só eu é que a acho uma mulher absolutamente vulgar?
domingo, outubro 12, 2008
Toponímia republicana
quarta-feira, outubro 08, 2008
terça-feira, outubro 07, 2008
domingo, outubro 05, 2008

Depois de Paul Newman, outra morte de certa forma anunciada. Digo isto pela evidente debilidade física que Dinis Machado apresentava numa entrevista que deu há coisa de ano e meio ao Público.
Quando se fala neste escritor nado e crescido no Bairro Alto vem logo à memória o inclassificável O que Diz Molero, dos anos setenta. A obra ganhou algum fôlego anos mais tarde numa recriação teatral de José Pedro Gomes e António Feio (brilhantemente interpretada, aliás), a cuja última representação assisti, no Teatro S. João, e onde no fim chamaram ao palco o próprio Dinis Machado. Mas o autor não se ficou por aí. Trabalhou toda a vida como jornalista, desportivo e não só, e sabe-se como o microcosmos do Bairro Alto era em tempos idos o cenário ideal para essa actividade. Escreveu outros livros, entre os quais, por pressões editoriais e necessidades materiais, um punhado de romances policiais, com o pseudónimo Dennis McShade, dos quais se reeditou recentemente, via Público e agora Assírio e Alvim, A Mão Direita do Diabo. Estão já prometido que os outros dois sairão do prelo até ao fim do ano. Sem o saber, a editora estava já a preparar uma futura homenagem a Dinis Machado. Ler os seus policiais noirs será outra boa forma de recordarmos esta riquíssima autor que agora nos deixou.
sábado, outubro 04, 2008
Custou, cansou, mas valeu a pena e o bilhete. Já era tempo. Vinte e dois anos sem eliminar equipas italianas era demais, mas quebrou-se enfim a "maldição". Lembra-me 2005-06, em que exorcizamos consecutivamente Manchester United e Liverpool, outras bêtes noires. Se assim é, que venha o Milan, então.
segunda-feira, setembro 29, 2008
domingo, setembro 28, 2008

terça-feira, setembro 23, 2008
domingo, setembro 21, 2008

quinta-feira, setembro 18, 2008

segunda-feira, setembro 15, 2008


sábado, setembro 13, 2008
A frase de Salina
quarta-feira, setembro 10, 2008
segunda-feira, setembro 08, 2008
sexta-feira, setembro 05, 2008

(Esta imagem pertencia ao seu blogue; era talvez a paisagem mais repetida, para assinalar sempre o tempo que fazia).
terça-feira, setembro 02, 2008

segunda-feira, setembro 01, 2008

quinta-feira, agosto 28, 2008
terça-feira, agosto 26, 2008
sábado, agosto 23, 2008

Esta imagem da força de vontade de Nelson Évora vale por muitas declarações e muitos agradecimentos de autoridades nacionais em nome do país. E demonstra que nem só de futebol vive o desporto português. Embora em boa verdade se deva recordar que o campeão olímpico do triplo salto é um atleta do Benfica.
sexta-feira, agosto 22, 2008
quarta-feira, agosto 20, 2008
sexta-feira, agosto 15, 2008

terça-feira, agosto 12, 2008

O outro aborrecimento são os atentados contra forças policiais que se têm verificado nos confins do sudoeste chinês, nas regiões maioritariamente muçulmanas, que pretendem impôr a Sharia nesses territórios. São um ténue beliscão no grande evento desportivo, mas o seu eventual agravamento pode ser incomodativo. Atentados nos Jogos, como os que aconteceram em Munique em 1972, é a última coisa que as autoridades chinesas pretendem ver. Mas há preços a pagar para se ser uma superpotência. A ameaça do terrorismo global, mormente o islâmico, e a sua concretização, é um desses custos modernos que há que suportar em troca da visibilidade do seu poderio.



